Miranda Sarmento acredita que Bruxelas não terá "qualquer objeção" aos descontos de ISP

Ministro das Finanças garante que comunicou à Comissão Europeia a intenção de avançar com um desconto "extraordinário e temporário" no ISP e que não vê razões para qualquer objeção. Esclarece ainda que o desconto é "cumulativo" e terá sempre como referência os preços de 6 de março.
Miranda Sarmento acredita que Bruxelas não terá "qualquer objeção" aos descontos de ISP
Joana Almeida 14:44

O ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, afirmou esta segunda-feira que está confiante de que a Comissão Europeia não terá "qualquer objeção" ao desconto extraordinário no imposto sobre produtos petrolíferos (ISP), anunciado pelo Governo na passada sexta-feira e que permitiu arrancar a semana com um .

"Não creio que a Comissão Europeia neste momento, para este desconto extraordinário e temporário, tenha qualquer objeção", afirmou Miranda Sarmento, à entrada para a reunião do Eurogrupo desta segunda-feira, assegurando que "foi dado conhecimento" ao executivo de Ursula von der Leyen do recuo na eliminação da medida extraordinária criada após a invasão da Ucrânia. "Não sei se houve uma notificação formal, mas demos conhecimento à Comissão", disse.

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Recorde-se que a eliminação faseada do desconto de ISP, que vigora há mais de quatro anos, tinha sido recomendada ao país pela Comissão Europeia, numa . Nessa carta, pedia que medidas dessas só surjam em períodos de crise e sejam direcionadas aos mais vulneráveis, em linha com as regras europeias da concorrência e de auxílios de Estado.

Tendo isso em conta, o . Agora, com a guerra no Médio Oriente e a escalada dos preços da energia, o Governo faz marcha-atrás e avançar com um desconto no ISP quando o aumento do preço dos combustíveis seja de "mais de 10 cêntimos".

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Questionado sobre se esse desconto vai prolongar-se ou até aumentar se a crise energética se agravar, Miranda Sarmento explicou que "os aumentos são cumulativos" e terão sempre como referência o preço dos combustíveis que estava em vigor a 6 de março. "Se na próxima semana o gasóleo voltar a aumentar, esse diferencial volta a dar direito a um desconto cumulativo do ISP, mais o efeito IVA", explicou. 

No caso da  nesta segunda-feira porque o aumento não chegou aos dez cêntimos –, o ministro das Finanças referiu que, se a subida dos preços face a 6 de março for superior a 10 cêntimos na próxima semana, "também se aplicará o desconto sobre a gasolina e sobre o valor total da subida".

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Segundo o governante, os restantes países da União Europeia (UE) vão ter de "tomar algumas medidas se este conflito perdurar mais no tempo", pelo que Bruxelas deverá ser favorável à medida. "O e, portanto, se esta tendência continuar, os preços vão subir e vão subir em todos os países da UE e em todos os países do mundo e, portanto, os países vão ter que responder do ponto de vista desta subida de preços", defendeu.

O e as suas implicações para a Zona Euro é o tema em destaque na reunião dos desta segunda-feira. A turbulência nos mercados mundiais da energia, devido ao ataque militar dos Estados Unidos e de Israel ao Irão e a resposta subsequente do regime iraniano sob países vizinhos, já fez subir o preço do barril de petróleo e a Coface estima mesmo que o .

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O presidente do Conselho de Administração da Rede Europeia dos Operadores das Redes de Transporte de Eletricidade, Damian Cortinas, e o antigo diretor da Agência da UE de Cooperação dos Reguladores da Energia, Christian Zinglersen, vão participar na reunião do Eurogrupo para dar as suas perspetivas sobre as potencialidades e desafios que se colocam à Zona Euro no contexto atual.

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