Semana arranca com aumento nos combustíveis. Gasóleo sobe 19 cêntimos com apoio no ISP
Os preços dos combustíveis disparam devido à escalada do conflito no Médio Oriente. Sem o desconto do Governo no ISP, o gasóleo atingia os 25 cêntimos por litro.
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Com o início da semana, vêm novos preços para os combustíveis. O escalar da situação no Médio Oriente após o ataque de Israel e dos Estados Unidos ao Irão levou a um aumento de cerca de 19 cêntimos no gasóleo, incorporando já o apoio do Estado, e sete cêntimos na gasolina.
Inicialmente, o gasóleo simples ia ficar 25 cêntimos mais caro e a gasolina simples 95 ia subir sete cêntimos por litro. Porém, o Governo anunciou, na passada sexta-feira, um desconto "temporário" e "extraordinário" sobre os Produtos Petrolíferos (ISP) no gasóleo para travar o aumento no gasóleo. A subida fica, então, em 19 cêntimos.
Como o aumento da gasolina não foi superior a 10 cêntimos, o desconto não se aplica. Recorde-se que o custo dos combustíveis na bomba dependerá sempre de cada posto de abastecimento, da marca e da zona onde se encontra. Os hipermercados mantêm as ofertas mais competitivas nos combustíveis rodoviários, seguidos pelos operadores do segmento low cost.
A subida expressiva no preço dos combustíveis explica-se pelo escalar da situação no Médio Oriente após o ataque de Israel e dos Estados Unidos ao Irão no final de Fevereiro, levando a um bloqueio do estreito de Ormuz, que é a a rota de saída de cerca de mais de 20 milhões de barris de crude por dia.
Cerca de um quinto do petróleo consumido em todo o mundo passa por este estreito, assim como 20% do gás natural liquefeito consumido a nível global. Arábia Saudita, Irão, Kuwait, Iraque e Emirados Árabes Unidos utilizam esta passagem para escoar petróleo e gás, principalmente para a Ásia. A Europa também importa petróleo e gás natural liquefeito dos países do Golfo e grande parte também passa pelo estreito.
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