Sócrates escritor aplaudido como político

Palmas e ovações marcaram a apresentação do livro de José Sócrates sobre tortura em democracia. Não foi, contudo, a tortura que mereceu o aplauso. Foram as considerações políticas.
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Diogo Cavaleiro 23 de Outubro de 2013 às 23:50

Palmas e ovações marcaram a apresentação do livro de José Sócrates sobre tortura em democracia. Não foi, contudo, a tortura que mereceu o aplauso. Foram as considerações políticas.

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Primeiro, foi a vez de Lula da Silva, que prefacia o livro apresentado. Com ataques aos banqueiros, o antigo presidente brasileiro brincou para dizer que se tinha transformado num "sindicalista" desde que deixou aquele cargo. Palmas. Depois, deixou um alerta aos europeus: "se vocês não brigarem, vão perder o que vocês conquistaram". Palmas.

Antes disso, já as cerca de três centenas de pessoas que assistiam à apresentação do livro "A Confiança no Mundo: Sobre a Tortura em Democracia" tinham aplaudido várias figuras de topo do Partido Socialista como Almeida Santos e Jaime Gama ou Mário Soares, sendo que o último também apresentou o livro.

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Mário Soares, que tem feito declarações políticas polémicas, não se quis alongar na sua intervenção, classificando apenas o livro de Sócrates como "excepcional".

Na intervenção do próprio José Sócrates, a política conquistou mais adesão dos convidados que o tema da obra, resultante da tese de mestrado. Dizendo que a tortura é "infame" e que não é compatível com a democracia, o agora escritor recebeu algumas palmas. Mas a convicção dos aplausos foi maior quando criticou o esforço para "destruir" o Estado Social em Portugal.

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Outra ovação ocorreu quando o antigo governante utilizou uma expressão de Paulo Portas para dizer que há limites numa democracia. "Essa linha vermelha é a dignidade humana". Antes, já Lula da Silva tinha dito que Sócrates estava em "forma para deixar a política tão cedo". "Você vai ter de voltar à política". Palmas.

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