Sócrates responde a Portas classificando-o de “personagem secundária”
No sábado, dia em que terminou formalmente o programa de assistência financeira, o vice-primeiro-ministro Paulo Portas, junto ao relógio que já só tinha zeros, acusou o antigo primeiro-ministro, José Sócrates, de ser "o pai do resgate, o padrinho da troika, o responsável por tanto sofrimento". Por isso "não lhe façamos a vontade". Sócrates, criticado pela sua participação na campanha para as europeias do PS, retorquiu lembrando que a Portas "sobra-lhe em descaramento aquilo que lhe falta em honestidade intelectual".
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Os dois protagonistas não esquecem o período pré-pedido do resgate internacional e as interpretações oferecem narrativas distintas. "A verdade é que a responsabilidade do pedido de ajuda externa é do doutor Paulo Portas e do doutor Passos Coelho", recordou Sócrates.
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Porém o ex-governante não ficou por aqui. Com Paulo Portas na mira, aludiu a "uma vida política cheia de truques, de mistificações, de enganos e de malabarismos" e garantiu que o actual número dois do Governo não "vai sair impune desta mentira e desta campanha".
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Segundo José Sócrates, o líder do CDS "sempre foi um personagem secundário na política portuguesa e assim continuará". O socialista quis ainda deixar uma nota sobre a forma como Paulo Portas está a conduzir a campanha para as eleições de dia 25 deste mês. "Lamento que queira transformar esta campanha numa campanha de ódio e ataque pessoal. Isso só diminui os políticos", concluiu.
Silva Pereira quer socialistas unidos em torno de Sócrates
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Mas o discurso sobre o passado não ficou restrito a Portas e Sócrates. O antigo número dois de Sócrates e actual candidato do PS às europeias, Pedro Silva Pereira, aproveitou a presença, este domingo, no comício do PS em Cabeceiras de Basto para defender o antigo líder socialista.
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Seguindo o exemplo do também socialista Jorge Coelho, que há alguns anos alertou que "quem se mete com o PS leva", Silva Pereira avisou que quando "um socialista é atacado, quando é acusado do que quer que seja injustamente, é todo o PS que é atacado".
O candidato a eurodeputado defendeu ainda que "a solidariedade é muito importante no PS". Silva Pereira respondia, também ele, a Paulo Portas pedindo aos militantes e apoiantes socialistas para juntos defenderem "o passado do PS".
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