Política Arroja é cabeça de lista às Europeias por partido que defende “uma enorme redução dos impostos”

Arroja é cabeça de lista às Europeias por partido que defende “uma enorme redução dos impostos”

O economista Ricardo Arroja é o cabeça de lista às eleições europeias do Iniciativa Liberal, partido que defende “a redução imediata dos impostos sobre os rendimentos” e baixar o IVA “nos bens essenciais como a energia, a água, medicamento e atos médicos”.
Arroja é cabeça de lista às Europeias por partido que defende “uma enorme redução dos impostos”
O economista Ricardo Arroja é o cabeça de lista do partido Iniciativa Liberal ás eleições europeias de 26 de maio.
Negócios com Lusa 23 de fevereiro de 2019 às 12:38

O cabeça de lista do partido Iniciativa Liberal (IL) às eleições europeias de 26 de maio é o economista Ricardo Arroja, de 40 anos.

 

Depois da sua constituição em 2017, as europeias serão as primeiras eleições a que a Iniciativa Liberal vai concorrer.

 

O número um da lista disse que entra na corrida eleitoral ao Parlamento Europeu para promover o debate público em torno de "uma alternativa de governação em Portugal". 

 

"Tendo em conta que os partidos do bloco central têm governado o país em quase monopólio há 40 anos e a corrupção e o clientelismo entre a política, os negócios e o Estado são infelizmente a norma, entendo que é a altura certa para participar num debate de ideias que permitam inverter este estado de coisas", explicou Ricardo Arroja à Lusa.

 

O economista, professor universitário e comentador televisivo defendeu que o setor privado deve "assumir o papel principal na economia" enquanto o Estado deve ter um papel subsidiário.

 

E deu um exemplo: "o Estado foi vendido [aos portugueses] como a solução para o desenvolvimento do país, mas a verdade é que os serviços públicos estão cada vez piores."

 

Se for eleito eurodeputado, acrescentou, o Iniciativa Liberal integrará o grupo dos liberais no Parlamento Europeu (Alde).

 

O candidato assegurou ainda que o partido é contra radicalismos e nacionalismos, como os que estão a emergir em alguns países europeus.

 

"Os radicalismos, sejam eles de esquerda ou de direita, devem ser todos evitados e, portanto, a Iniciativa Liberal é contrária a quaisquer radicalismos e nacionalismos", declarou.

 

A IL é "favorável a políticas inclusivas, políticas que promovam a cooperação entre os países, políticas que promovam o livre comércio, que é precisamente o espírito da União Europeia e que assim deve permanecer no futuro (...), a Iniciativa Liberal rejeita e afasta-se desse tipo de radicalismos económicos e políticos", concluiu o candidato.

 

O IL defende, por exemplo, "uma enorme redução dos impostos", afirmando "privilegiar a redução imediata dos impostos sobre os rendimentos".

 

Preconiza também "reduzir as isenções e diminuir as taxas do IRS e IRC e acabar com o pagamento especial por conta", assim como "isentar de IRC pequenas empresas com baixa faturação".

 

E, entre outras medidas, "reduzir o IVA nos bens essenciais como a energia, a água, medicamentos e atos médicos", e a "eliminação do IMI, isentando desde já as casas de primeira habitação de família, encontrando formas alternativas de financiamento autárquico".

 




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