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Bruxelas dará "resposta mais forte possível" em caso de sabotagem no Nord Stream

"Agora é primordial investigar os incidentes, obter total clareza sobre os eventos e porquê. Qualquer interrupção deliberada da infraestrutura energética europeia ativa é inaceitável e levará à resposta mais forte possível", disse Von der Leyen.

Lusa/EPA
Lusa 27 de Setembro de 2022 às 22:47
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A presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, assegurou hoje que, caso as três fugas detetadas nos gasodutos submarinos Nord Stream no mar Báltico sejam uma "ação de sabotagem", haverá "uma forte resposta".

"Agora é primordial investigar os incidentes, obter total clareza sobre os eventos e porquê. Qualquer interrupção deliberada da infraestrutura energética europeia ativa é inaceitável e levará à resposta mais forte possível", disse Von der Leyen.

A presidente da Comissão Europeia fez estas declarações depois de falar por telefone com a primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, cujo Governo, como o da Suécia, indicou que as fugas identificadas nos gasodutos que ligam a Rússia à Alemanha são o resultado de "atos deliberados".

"A avaliação clara das autoridades é que é um ato intencional e não um acidente", observou Frederiksen, numa conferência de imprensa.

Também a primeira-ministra sueca, Magdalena Andersson, afirmou que "provavelmente" o que aconteceu foi devido a "sabotagem".

Nenhuma das duas governantes quis especular sobre o possível motivo ou autor e ambas destacaram a gravidade do incidente, embora tenha ocorrido perto, mas fora do seu território, nem Von der Leyen apontou nenhum alegado autor.

A NATO, Rússia, Estados Unidos e Alemanha também evitaram especulações até obterem mais informações sobre o assunto.

Um instituto sísmico sueco anunciou hoje que a Suécia detetou duas explosões submarinas, "muito provavelmente devido a detonações", perto dos locais onde foram detetadas fugas nos gasodutos que transportam gás russo para a Europa.

As autoridades dinamarquesas e suecas detetaram fugas no gasoduto Nord Stream 1, que a Rússia encerrou no início de setembro, e no gasoduto Nord Stream 2, que nunca foi posto em funcionamento, devido à falta de autorização da Alemanha, na sequência da invasão russa da Ucrânia, a 24 de fevereiro.

Apesar de não estarem operacionais, os dois gasodutos operados por um consórcio da gigante russa Gazprom estavam cheios de gás.

A Ucrânia acusou hoje a Rússia de responsabilidade pelas fugas nos gasodutos, denunciando um "ataque terrorista" contra a União Europeia.

"A fuga de gás em grande escala do Nord Stream 1 não é mais do que um ataque terrorista planeado pela Rússia e um ato de agressão contra a União Europeia", disse o conselheiro presidencial ucraniano Mykhailo Podoliak no Twitter, citado pela agência de notícias francesa AFP.
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