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Alemanha suspeita de sabotagem no Nord Stream. Moscovo e Copenhaga não descartam esta hipótese

A Alemanha suspeita que os danos verificados em três tubos offshore do Nord Stream 1 e 2 tenham sido provocados por um ato de sabotagem. Moscovo considera prematuro chegar a esta conclusão, mas não descarta esta hipótese.

Moscovo fechou a torneira à exportação de gás através do gasoduto Nord Stream e poderá mantê-la assim enquanto não forem levantadas as sanções dos países ocidentais.
Lisi Niesner/Reuters
Fábio Carvalho da Silva fabiosilva@negocios.pt 27 de Setembro de 2022 às 14:03
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A Alemanha suspeita que os danos verificados em três tubos offshore do Nord Stream 1 e 2 tenham sido provocados por um ato de sabotagem, avança a Bloomberg, citando um oficial da segurança alemã. A fonte indica que as evidências apontam para um ato de violência e não um problema técnico.

Também a primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, reconheceu esta terça-feira que "é difícil imaginar que se trate de uma coincidência" e foi clara: "não descartamos a possibilidade de sabotagem".

Do lado russo, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov afirmou, citado pela agência norte-americana, que é prematuro falar em sabotagem, mas lembrou que nenhuma hipótese "pode ser eliminada".

No mesmo dia, houve três tubos offshore do Nord Stream 1 e 2 com fugas de gás, depois de terem sofrido danos "sem precedentes", disse esta terça-feira a operadora Nord Stream AG, a operadora do gasoduto que liga a Rússia à Europa.

Em comunicado, a operadora disse ainda que é impossível estimar quando o Nord Stream voltará a funcionar, de acordo com a Reuters e com a Bloomberg.

As três fugas foram detetadas no Mar Báltico, das quais duas foram sinalizadas nos tubos do Nord Stream 1, junto à Suécia, a que se soma uma outra fuga num tubo do Nord Stream 2, a sudeste da ilha dinamarquesa de Bornholm.

As fugas levaram as autoridades marítimas da Dinamarca e da Suécia a emitirem avisos à navegação, com Copenhaga a proibir a navegação junto ao gasoduto, num raio de cinco milhas náuticas, "por ser perigoso para o tráfego de navios".

A Dinamarca já enviou um navio da armada do país, bem como uma embarcação com atribuições ligadas à preservação ambiental e um helicóptero.

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