Política Costa volta a pedir melhor emprego para os jovens

Costa volta a pedir melhor emprego para os jovens

No seu discurso de Natal, o primeiro-ministro admitiu que é preciso fazer mais pelas novas gerações, designadamente ao nível laboral e profissional bem como no apoio à natalidade. E voltou a mandar recados às empresas em matéria salarial.
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Manuel Esteves 25 de dezembro de 2018 às 21:07
O primeiro-ministro defendeu esta noite, na sua mensagem de Natal, que há "dois grandes desafios que temos de vencer": um diz respeito ao "pleno aproveitamento do nosso território", valorizando os recursos desaproveitados mas também aproveitar o potencial e a proximidade ao mercado ibérico. O segundo é que "os jovens sintam que têm em Portugal a oportunidade de se realizarem plenamente do ponto de vista pessoal e profissional".

E é aqui que António Costa vai mais longe. O primeiro-ministro aproveita para lembrar as medidas tomadas pelo Governo no sentido de dar maior autonomia aos jovens. A nova geração de políticas de habitação - cujas traves mestras foram aprovadas na semana passada no Parlamento; as novas políticas de família com aumento do abono para as crianças - em alusão aos aumentos da prestação nos vários orçamentos do Estado; o alargamento da rede de creches e a universalização do pré-escolar - bandeiras antigas do PS; ou a diminuição do custo dos transportes públicos - numa referência indirecta a uma importante medida do Orçamento para 2019.

Mas, no plano da realização profissional, o primeiro-ministro considera que é preciso ir mais longe, voltando a um tema que já tinha sido abordado no seu discurso de Natal de 2017: "Menos precariedade, salário justo, expectativa de carreira, possibilidade de conciliação com a vida pessoal e familiar". E neste tópico não hesita em dizer de novo às empresas que estas devem valorizar mais os seus trabalhadores. "As empresas também têm de compreender que, na economia global, se querem ser competitivas a exportar, têm de ser competitivas a recrutar e a valorizar a carreira dos seus quadros", diz o primeiro-ministro na sua mensagem de Natal.

Não é a primeira nem a segunda vez que o faz. Em Maio, no congresso do PS, Costa já fizera um apelo muito idêntico às empresas e, em Agosto, numa entrevista ao Expresso, tinha-se insurgido contra as desigualdades salariais no sector privado e "o desinvestimento que as empresas fazem nos quadros jovens".

Outro tema recorrente a que Costa aludiu na sua intervenção foi o da dinamização da natalidade. Desde as eleições, até ao congresso do PS, passando pelo anúncio mais recente do programa de promoção da natalidade "3 em linha", têm-se sucedido os anúncios, mas ainda sem resultados práticos: alargamento das licenças obrigatórias dos pais; o desenvolvimento das reformas a tempo parcial, o que permite rejuvenescer as empresas e dar mais tempo aos "avós" para tomarem conta dos netos; alteração da lei laboral de modo a garantir que os pais com crianças até 12 anos possam recusar regimes de adaptabilidade horária.

O primeiro-ministro não foi além da enunciação dos grandes objectivos, sem falar nestas medidas concretas que tardam em ver a luz do dia.



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