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Costa sobre sanções: “Eu digo aqui o mesmo que em Bruxelas”

A aplicação de sanções a Portugal por parte da Comissão Europeia seria uma “tripla injustiça”, defendeu António Costa. Mas a acontecer, será por causa do que foi feito no ano passado. Costa criticou Passos por aplaudir em Bruxelas a possibilidade de castigar o país.

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Bruno Simões brunosimoes@negocios.pt 27 de Maio de 2016 às 11:18
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O primeiro-ministro António Costa criticou esta sexta-feira o líder do PSD por fazer jogo duplo em Bruxelas. "Eu digo aqui o mesmo que em Bruxelas. Não digo aqui que quero sanções e estou a aplaudir em Bruxelas o líder do PPE, que pede a aplicação de sanções a Portugal", criticou durante o debate quinzenal desta manhã, numa referência a Passos Coelho. Para António Costa, é difícil de perceber que o ministro das Finanças alemão queira castigar Portugal pelas políticas do anterior Governo.

 

Costa interrogou-se: Wolfgang Schäuble "não se apercebe que quer sancionar os resultados da política que tanto elogiava?", praticada pelo anterior Governo, ou "apoiava aquela politica para eleitor ver porque lhe prometeram que em 2016 iria haver um corte de 600 milhões nas pensões?".

 

Para o primeiro-ministro, as sanções estão em cima da mesa porque "em 2015 Portugal não cumpriu a redução do défice excessivo". Depois, "porque há enorme duplicidade política em muitos partidos europeus". Apesar disso, Costa defende que "a aplicação de sanções a Portugal em resultado das suas políticas é injusto para Portugal e devemo-nos bater para que não seja aplicada".

 

"É injusto por aquilo que os portugueses tiveram de sofrer com as suas políticas. É injusto aplicar sanções precisamente no primeiro ano em que, pela primeira vez, a Comissão Europeia prevê que Portugal fica abaixo do défice excessivo". Seria por isso uma "tripla injustiça a aplicação de sanções pela Comissão Europeia".

 

Passos Coelho tinha constatado que a economia está a entrar num ciclo negativo. "O desemprego que aumentou, o emprego que foi destruído no primeiro trimestre – 48 mil postos de trabalho, as exportações que interromperam um ciclo virtuoso de muitos anos, e sobretudo o investimento, que caiu face ao que foi a recuperação iniciada em 2015", resumiu. "Por estas razões todas, por que é que os resultados que o Governo pode observar na economia não estão de acordo com o que foi a promessa do próprio Governo? ", questionou o líder do PSD.

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