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Itália adia definição do destino político cerca de uma semana

Salvini, o líder do partido de extrema direita que se afirma como o favorito nas sondagens, avançou com a intenção de desfazer a atual coligação governativa. O voto de confiança ainda não tem data marcada, tendo esta decisão sido adiada para a próxima terça-feira.

Reuters
Negócios jng@negocios.pt 13 de Agosto de 2019 às 07:52
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O Senado italiano não conseguiu acordar uma data para o voto de confiança onde se espera a queda do atual Governo. A decisão ficou adiada para a próxima terça-feira.

Na sessão onde vai ser votada a data decisiva, é provável que o atual primeiro-ministro, Giuseppe Conte (à direita, na foto), seja convidado a falar ao Senado, tendo em conta que se trata de um evento que decidirá o seu destino como líder de Governo, de acordo com a agência Ansa, citada pela Bloomberg.

Matteo Salvini (à esquerda, na foto), líder da extrema-direita Liga, anunciou na semana passada que iria retirar o apoio à atual administração, de forma a promover eleições antecipadas. Isto, numa altura em que lidera as sondagens, fazendo de Salvini o vencedor mais provável no caso de Itália ir a votos.

Desde há mais de um ano, o Governo italiano tem sido suportado por uma aliança entre a Liga, liderada por Salvini, e o Movimento Cinco Estrelas, com Luigi di Maio à cabeça. Estes aliados têm vindo a afastar-se perante a discórdia em vários temas.

Caso o Governo deixe de ter uma maioria, como é provável, o presidente Sergio Mattarella terá de decidir entre procurar uma solução alternativa ou decretar eleições antecipadas.

 

Presidente procura alternativa. Draghi é uma

Matteo Salvini (Liga) quer eleições o quanto antes para capitalizar a liderança destacada nas sondagens, mas o presidente de Itália, Sergio Mattarella, dá prioridade à formação de um governo alternativo e de perfil técnico.

Mattarella quer evitar uma Itália de Salvini, ou seja, pretende impedir o predomínio parlamentar da Liga num cenário de eleições antecipadas, o que deixaria o partido da extrema-direita soberanista em condições de determinar o nome do próximo presidente da República transalpina, cuja eleição, que é feita no parlamento, tem lugar em janeiro de 2022.

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