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Le Pen recusa-se a colaborar em investigação polícial

Após ter sido intimada, Marine Le Pen recusou colaborar com a polícia na investigação que a acusa de estar a usar o subsídio parlamentar europeu para pagar a campanha do seu prórprio partido

Reuters
Negócios 24 de Fevereiro de 2017 às 18:06
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A candidata presidencial Marine Le Pen recusou-se a depor para a investigação levada a cabo pela polícia, a qual sugere que os fundos do parlamentar europeu estão a ser usados indevidamente para a criação de empregos fictícios e para o pagamento da campanha do seu partido, como afirma a Bloomberg.

O inquérito policial suspeita que os membros da Frente Nacional enganaram o Parlamento Europeu em várias centenas de milhares de euros, utilizando assistentes parlamentares europeus nas actividades políticas do partido, explica a Lusa.

Le Pen rejeitou fazer um depoimento depois de receber a intimação da polícia francesa, esta quarta-feira, segundo conta o gabinete do procurador, confirmando o relatório anterior do jornal Le Monde.
 

A Líder da Frente Nacional informou à polícia, por carta, que não será interrogada antes do final das eleições legislativas de Junho, recusando-se a colaborar com a unidade de anti-corrupção durante a campanha eleitoral, adianta a Lusa.

"Como durante as eleições regionais, não vou responder durante uma campanha eleitoral. Este período não permite nem a neutralidade nem a serenidade necessária para que o sistema judicial funcione adequadamente", explicou Marine Le Pen, em declarações à AFP.

O advogado da candidata, Rodolphe Bosselut, reagiu mostrando a sua indignação pela "súbita precipitação" da investigação. "Têm de se perguntar porque é que tudo está a ser tão acelerado e porque é que a Senhora (Marine Le Pen) foi intimada logo dois meses antes da grande eleição", refere o advogado.

A candidata que defende a saída da França da UE recusou ainda a ordem do Parlamento Europeu, que pedia um reembolso de cerca de 336 mil euros a Le Pen, fundos que, segundo a Bloomberg, o Parlamento afirma terem sido utilizados de forma inadequada.

Também a chefe de gabinete da líder da extrema-direita francesa, Catherine Griset, foi formalmente acusada de abuso de confiança no âmbito das suspeitas de que a Frente Nacional terá lesado o Parlamento Europeu.

Marine Le Pen recusou as acusações de que teria quebrado as regras do uso de fundos parlamentares para pagar a Catherine Griset, bem como o guarda-costas Thierry Legier para empregos em França e não para o Parlamento Europeu, avança a Lusa.

Porém, a líder da Frente Nacional não é a única candidata presidencial a enfrentar acusações sobre "empregos fictícios". O rival conservador François Fillon é suspeito de desvio de fundos públicos por ter alegadamente criado empregos fictícios para a mulher e dois filhos.

As sondagens mais recentes mostram que Marine Le Pen é a grande favorita da primeira volta das presidenciais francesas, a realizar-se a 23 de Abril, mas que seria ultrapassada, na segunda volta, a 7 de Maio, por Fillon ou pelo candidato independente Emmanuel Macron. 

 

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