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Passos acusa PS de fazer campanha de "medo", Sócrates volta a falar de "radicalismo ideológico" à direita

Não houve casos a marcar este quarto dia de campanha, mas as acusações entre os líderes dos dois maiores partidos mantiveram-se. Passos Coelho começou: "o PS está a fazer uma campanha de medo e desonesta", Sócrates respondeu: "acho as suas propostas [do PSD] de um radicalismo e de um aventureirismo ideológico como nunca vi a direita propor em Portugal".

25 de Maio de 2011 às 01:59
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“Eu sei, porque tenho sentido todos os dias, no contacto com o país, que em Portugal nestas eleições a esperança vai vencer o medo", afirmou o líder do PSD.

Passos: “Eu sei que vamos ganhar estas eleições”

E ainda na Guarda, o líder social-democrata - e depois de ontem dar por encerrado o caso da "ocultação das nomeações" - prometeu criar um "site" para tornar públicas todas as nomeações. Passos Coelho disse que, se vencer as legislativas, vai provar que é diferente dos outros, desde logo nas nomeações, que vão ser feitas "com transparência", em função do mérito e da competência.

Em Viseu, Passos vai mais longe e dá mesmo como certa a vitória dos sociais-democratas nas eleições legislativas de 5 de Junho. "Eu sei que nós vamos ganhar estas eleições", afirmou no Mercado 2 de Maio, em Viseu. Ouviram-se gritos de "vitória, vitória" e o presidente do PSD prosseguiu: "Mas digam a todos aqueles com quem se encontraram que, tendo estado aqui neste encontro com o Passos Coelho, que disse que sabe que vai ganhar estas eleições, que ele não quer ganhar estas eleições para dizer que é primeiro-ministro".

Sócrates pede maioria parlamentar mas duvida de cenário de maioria absoluta

José Sócrates, na ilha de São Miguel, optou por centrar o seu discurso no próximo Governo, vincando que o próximo deverá ter por base uma maioria parlamentar para fazer as reformas necessárias, alegando que o seu executivo minoritário foi alvo de "guerrilha" por parte da oposição.

No entanto, em entrevista à RTP, o secretário-geral do PS disse considerar "praticamente impossível" um cenário de um partido com maioria absoluta. "Todos os estudos de opinião são unânimes em considerar que será praticamente impossível um partido obter maioria absoluta. Por isso, ao longo desta campanha, tenho-me esforçado por criar um clima propenso ao entendimento e ao compromisso, porque é isso que os portugueses esperam e acho que é isso que o país necessita", disse.

Mas confrontado pelos jornalistas com as acusações de Pedro Passos Coelho de que o PS está a fazer uma campanha de "medo" e "desonesta", o líder socialista recusou e respondeu: "Calculo que Passos Coelho não goste que se fale no programa do PSD e nas suas propostas, mas acho as suas propostas de um radicalismo e de um aventureirismo ideológico como nunca vi a direita propor em Portugal".

Já no final do dia, Passos voltou a atacar o Governo do PS, acusando-o de fazer "o maior ataque ao Estado social desde o 25 de Abril", apontando como exemplos os cortes salariais e a diminuição de prestações sociais.

Portas diz que CDS só cresce a sério a partir dos 14%

A campanha de hoje ficou ainda marcada pelo facto do líder do CDS-PP ter dito que os democratas-cristãos só começam a "crescer a sério a partir dos 14"%, quando um feirante dos Carvalhos, em Vila Nova de Gaia, o encorajou a "passar os 13", e pela afirmação do secretário-geral do PCP. Jerónimo de Sousa disse que sem renegociar a sua dívida externa Portugal será forçado a admitir que não a consegue pagar, defendendo que o povo português pode "forçar" uma renegociação.

Já Francisco Louçã, disse hoje que "Portugal inteiro" se transformou numa "praça de jorna" devido às condições laborais precárias, salientando o contributo das empresas de trabalho temporário neste panorama de retrocesso.

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