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Passos Coelho: “O Governo não é dono do Novo Banco”

Instado pela bancada parlamentar do BE a impedir a venda da PT Portugal, o primeiro-ministro reiterou que a filosofia deste Governo passa por não interferir em matéria privada, garantindo ainda que o “Fundo de Resolução é o dono do Novo Banco”.

Bruno Simão
David Santiago dsantiago@negocios.pt 16 de Janeiro de 2015 às 14:26
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O Governo português não vai interferir no processo de venda da PT, garantiu esta sexta-feira o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho. No primeiro debate quinzenal de 2015, Passos Coelho, instado pela deputada do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, a impedir a venda da PT, reiterou que "em matéria privada, o Estado não deve interferir nem ter preferências".

 

Numa altura em que a venda da PT aos franceses da Altice não foi votada pelos accionistas, depois do adiamento da assembleia-geral marcada para a passada segunda-feira, Catarina Martins pediu hoje ao Governo para assumir uma "posição de referência" na próxima reunião de accionistas da empresa.

 

A bloquista sugeriu ligar "o voto do Novo Banco com o voto do fundo de capitalização da Segurança Social" ao interesse dos pequenos accionistas, afirmando que assim será "possível interromper esta venda".

 

Passos Coelho lamentou que o BE não tenha ainda compreendido a posição do Governo nesta matéria, que é a da não ingerência, aproveitando para explicar que  "nós não somos donos do Novo Banco", que tem "uma administração que não é nomeada pelo Governo". "O Novo Banco  foi criado por resolução do BES", acrescentou Passos concluindo que é "o Fundo de Resolução o dono do Novo Banco".

 

Catarina Martins insistiu que "o accionista é quem mete dinheiro", lembrando que "quem meteu dinheiro foi o Estado". Passos Coelho limitou-se então a considerar que foram precisamente as interferências governamentais que deixaram "a PT neste estado".

 

O Novo Banco é um dos maiores accionistas da PT SGPS, com cerca de 12,5% do capital, sendo que a sua decisão na assembleia geral marcada para quinta-feira poderá ser determinante para a aprovação da venda da PT Portugal por parte da Oi aos franceses da Altice. 

 

Passos compara o PS actual ao de 2011

 

Confrontado com as críticas do líder da bancada parlamentar socialista, Ferro Rodrigues, que acusou o Governo de estar "isolado" na prossecução de medidas contrárias ao investimento, o primeiro-ministro defendeu que aquilo a que "hoje o PS se propõe é uma abordagem em tudo idêntica ao que levou ao problema". Passos afirmou não ver diferenças entre o actual PS e o de 2011.

 

Facto que "não deve deixar de preocupar os portugueses", sublinhou Passos Coelho.

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