Política PCP aceita reunião com PS sobre futura solução política mas ainda vai discutir data

PCP aceita reunião com PS sobre futura solução política mas ainda vai discutir data

Segundo fonte comunista, a solicitação para o encontro foi recebida na sede nacional da Soeiro Pereira Gomes e vai ser alvo de ponderação, não existindo ainda qualquer confirmação, nem sequer horário ou local da eventual reunião com os dirigentes socialistas.
PCP aceita reunião com PS sobre futura solução política mas ainda vai discutir data
Pedro Ferreira
Negócios com Lusa 08 de outubro de 2019 às 13:46
Os dirigentes do PCP estão a analisar um pedido de reunião para a tarde de quarta-feira por parte da direção do PS sobre a futura solução política depois das eleições legislativas de domingo.

Segundo fonte comunista, a solicitação para o encontro foi recebida na sede nacional da Soeiro Pereira Gomes e vai ser alvo de ponderação, não existindo ainda qualquer confirmação, nem sequer horário ou local da eventual reunião com os dirigentes socialistas.

De acordo com aquilo que o Negócios apurou, não está em causa a participação do PCP na reunião pedida pelo PS, havendo dúvidas no seio dos comunistas quanto à melhor data e hora para esse encontro. 

Os mais de 100 elementos do Comité Central do PCP, órgão dirigente alargado entre congressos, estão hoje reunidos todo o dia para analisar os resultados das eleições e definir o rumo do partido. O secretário-geral comunista, Jerónimo de Sousa, vai protagonizar quarta-feira, pelas 10:00, uma conferência de imprensa para divulgar as principais conclusões da reunião.

O PCP perdeu cinco deputados no sufrágio de domingo e recuou para o pior resultado de sempre em legislativas, ligeiramente a baixo do de 2002, embora mantendo-se como quarta força política, com 6,46% e 329.117 votos, juntamente com "Os Verdes" na Coligação Democrática Unitária (CDU).

Jerónimo de Sousa declarou na noite eleitoral que nada obsta à indigitação do socialista e primeiro-ministro, António Costa, como chefe de um novo Governo, mas esclareceu que "não haverá repetição da cena do papel", referindo-se à assinatura dos acordos bilaterais, há quatro anos, entre PS, BE, PCP e PEV, os quais viabilizaram o executivo minoritário socialista, a denominada "geringonça".

Também já na madrugada de segunda-feira, o secretário-geral do PS disse ser seu objetivo formar um Governo estável de legislatura, repetindo entendimentos políticos com o BE, PCP e PEV e alargando-os agora a forças como o PAN e o Livre.



pub

Marketing Automation certified by E-GOI