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Sondagem: distância entre PS e PSD cai a pique num mês e meio

Em plena negociação do A distância entre as intenções de voto do PS e do PSD passou de 13,7 pontos percentuais para 8,5 pontos. O Chega sofre a maior queda logo a seguir ao PS sendo de novo ultrapassado pela CDU.

Tiago Petinga
Manuel Esteves mesteves@negocios.pt 01 de Novembro de 2020 às 12:13
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A distância entre as intenções de voto no PS e no PSD reduziu-se dramaticamente em apenas um mês e meio, período marcado por negociações tensas em torno do Orçamento do Estado para 2021 e pelo agravamento da pandemia no país. É isso que nos conta uma sondagem da Aximage, realizada para o Jornal de Notícia e para a TSF.

Nesta sondagem cujo trabalho de campo decorreu entre 22 e 26 de outubro, o PS surge com 35,5%, menos 2,1 pontos do que na sondagem anterior, realizada entre 12 e 15 de setembro. Já o PSD, teve a evolução contrária, passando de 23,9% para 27%. Resultado: a diferença, que era de 13,7 pontos percentuais há mês e meio, passou para 8,5 pontos.   

Esta mudança ocorre numa altura em que o Governo procura viabilizar a sua proposta de Orçamento do Estado na Assembleia da República. As negociações têm decorrido de forma muito tensa, em particular com o Bloco de Esquerda que votou contra na votação na generalidade, tendo passado apenas graças a abstenção do PCP, Verdes, PAN e das duas deputadas não inscritas em nenhum grupo parlamentar.

Nesta sondagem da Aximage o Bloco de Esquerda não parece ter sido afetado, passando de 8,3% para 10%. No entanto, é cedo para tirar conclusões. Embora os inquéritos tenham sido realizados numa altura em que já era claro o confronto entre os dois partidos, o voto contra dos bloquistas só foi anunciado no dia 25 à noite, um dia antes de estar concluído o trabalho de campo da sondagem. E o voto contra propriamente dito só ganhou forma no Parlamento dois dias depois, a 28 de outubro.

Quanto ao PCP, que se absteve na generalidade mas que ainda não decidiu se viabilizará o documento na votação final, manteve as intenções de voto, com 5,7%, contra 5,6% em setembro.

Mesmo assim, foi o suficiente para recuperar a quarta posição, roubada ao Chega, que recuou de 6,8% para 5,4%. O partido de André Ventura surge assim como o mais penalizado logo a seguir ao PS.

Quanto ao PAN, vê a sua votação reforçada de 4,8% para 5,2%, tal como a Iniciativa Liberal, que passa de 2,6% para 3,2%.

Já o CDS, fica relegado à última posição, com apenas 1,2%, resultado idêntico ao que já teve em setembro.

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