Política Sondagem: PSD reduz distância para o PS em cinco pontos

Sondagem: PSD reduz distância para o PS em cinco pontos

O PSD disparou e o PS voltou a recuar, reduzindo de forma expressiva a diferença entre os dois partidos. Rui Rio melhora nos indicadores de popularidade e credibilidade, mas António Costa continua a ser o líder mais popular.
Sondagem: PSD reduz distância para o PS em cinco pontos
Lusa
Manuel Esteves 12 de abril de 2019 às 08:00

Não é só nas intenções de voto para as eleições europeias que o PSD se está a aproximar do PS. De acordo com o barómetro da Aximage relativo a abril, feito para o Negócios e para o Correio da Manhã, a distância entre os dois partidos na corrida às eleições legislativas encurtou-se este mês em cinco pontos percentuais, descendo para o nível mais baixo dos últimos dois anos e meio.

O PS regista uma queda de 1,7 pontos para 34,6% enquanto o PSD dispara 3,4 pontos para 27,3%. Seria preciso recuar a outubro de 2016 para encontrar uma diferença menor entre os dois partidos.

Esta aproximação coincide com a polémica das nomeações de familiares nos gabinetes do governo, o que, segundo outra sondagem da Aximage, merece a condenação de 62% dos portugueses.

A trajetória descendente do PS não é propriamente uma novidade. Desde setembro, mês em que as intenções de voto no PS rondavam os 40%, que a tendência é de queda gradual, mas o que o barómetro da Aximage mostra é que o declive se agravou neste mês de abril. Já a subida do PSD impressiona. A subida de 3,4 pontos é inédita não só durante o mandato de Rui Rio mas também durante toda a legislatura.

Este movimento de ascensão já era visível nas sondagens das europeias, com as intenções de voto no PSD a subirem 10 pontos percentuais em apenas dois meses. Agora, parece haver uma aproximação entre o retrato que a Aximage faz das legislativas e das europeias.  Também a classificação que os portugueses dão ao líder do PSD tem vindo a melhorar paulatinamente. De 6,4 em janeiro, que o deixava na última posição entre os líderes dos principais partidos, Rui Rio passou para 8,3 valores (em 20), à frente de Assunção Cristas e Jerónimo de Sousa, ambos com 7,9. Na frente continua António Costa, que até sobe marginalmente para 9,4, seguido por Catarina Martins, que se situa nos 8,9.

Mas não ficam por aqui as boas notícias para Rui Rio. Na disputa para primeiro-ministro, são já 30,5% (contra 27,7%) os portugueses que dizem confiar mais em Rio do que em Costa. Mesmo recuando 2,8 pontos, o primeiro-ministro continua a reunir a preferência de 51%. António Costa tem ainda o consolo de ver o índice de expectativas no seu governo subir de 22 para 25, interrompendo uma longa queda que parecia sem fim.

Quanto aos partidos mais pequenos, para os quais os resultados  devem ser olhados com mais cautela devido à margem de erro, não há grandes novidades. BE e CDS recuam mas continuam a disputar entre si o terceiro lugar com 8,5% das intenções de voto, enquanto a CDU se situa nos 7%.

Finalmente, o barómetro da Aximage parece indicar que a quebra de popularidade de Marcelo Rebelo de Sousa é consistente. Há um ano recebia uma classificação de 18,3 valores, que em fevereiro já era de apenas 14,5. A subida para 15,4, registada em março, não teve continuação já que em abril voltou a cair para 15, o segundo valor mais baixo do mandato.

Ficha Técnica

Universo: indivíduos inscritos nos cadernos eleitorais em Portugal com telefone fixo no lar ou possuidor de telemóvel.
Amostra: aleatória e estratificada (região, habitat, sexo, idade, escolaridade, actividade e voto legislativo) e representativa do universo e foi extraída de um sub-universo obtido de forma idêntica. A amostra teve 602 entrevistas efectivas: 293 a homens e 309 a mulheres; 58 no Interior Norte Centro, 79 no Litoral Norte, 107 na Área Metropolitana do Porto, 112 no Litoral Centro, 167 na Área Metropolitana de Lisboa e 79 no Sul e Ilhas; 98 em aldeias, 164 em vilas e 340 em cidades. A proporcionalidade pelas variáveis de estratificação é obtida após reequilibragem amostral.
Técnica: Entrevista telefónica por C.A.T.I., tendo o trabalho de campo decorrido nos dias 30 e 31 de Março e 1 de Abril de 2019, com uma taxa de resposta de 74,7%.
Erro probabilístico: Para o total de uma amostra aleatória simples com 602 entrevistas, o desvio padrão máximo de uma proporção é 0,020 (ou seja, uma "margem de erro" - a 95% - de 4,00%).
Responsabilidade do estudo: Aximage Comunicação e Imagem Lda., sob a direção técnica de Jorge de Sá e de João Queiroz.








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