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Presidenciais: Seguro agradece os apoios, Ventura diz que não precisa

Cavaco Silva e Paulo Portas vieram engrossar a lista de notáveis que apoia António José Seguro. André Ventura ironiza e diz que as pessoas votaram mais no Chega quando o antigo presidente pediu aos portugueses para não o fazerem.

Seguro e Ventura disputam a segunda volta das presidenciais a 8 de fevereiro.
Seguro e Ventura disputam a segunda volta das presidenciais a 8 de fevereiro. D.R.
18:39

O candidato presidencial António José Seguro pediu esta segunda-feira o máximo possível de votos para sair da segunda volta com “legitimidade política reforçada” e prometeu uma “campanha limpa”, mostrando-se feliz com os apoios, mas avisando que “ninguém o captura”.

No final de uma reunião com especialistas sobre prevenção e combate à corrupção, em Lisboa, Seguro foi inquirido pelos jornalistas sobre as mais recentes intenções de voto que recebeu, desde logo do antigo Presidente da República Cavaco Silva, mostrando-se “feliz por virem cada vez mais apoios”. Além de Cavaco Silva, no domingo, Paulo Portas, antigo líder do CDS e ex-vice primeiro-ministro, também tinha formalizado o seu apoio a António José Seguro.

André Ventura reagiu a estas declarações de apoio manifestando algum espanto. “O [apoio do] doutor Paulo Portas é um pouco surpreendente, de alguém que defende que o socialismo destrói, que o socialismo mata”, disse o também líder do Chega, que falava aos jornalistas em Évora, reagindo ao anúncio do antigo vice-primeiro-ministro, no domingo. André Ventura recordou que Paulo Portas fez parte do Governo liderado por Pedro Passos Coelho, quando António José Seguro era secretário-geral do PS, alegando que o candidato, na altura, fazia “a vida negra” a esse executivo (em 2011 e 2012 os socialistas abstiveram-se na votação dos orçamentos).

Quanto a Cavaco Silva, Ventura considerou que não seria muito expectável outra intenção e olhou para essa manifestação de apoio como “uma espécie de talismã”. “Foi nos momentos em que o professor Cavaco Silva apelou mais ao voto contra o Chega que as pessoas mais votaram no Chega”, afirmou.

Questionado sobre se receia uma colagem à imagem do bloco central tendo em conta os apoios que tem recebido, António José Seguro avisou: “A mim ninguém me captura. Eu sou um homem livre, vivo sem amarras, não fiz, não farei nenhum acordo com quem quer que seja”.

“Os portugueses conhecem-me, sabem quais são as minhas ideias. Os apoios surgem, eu recebo todos os apoios, recebo com muito gosto, mas não mudo. Eu sou precisamente o mesmo candidato que se apresentou no dia 15 de junho nas Caldas da Rainha dizendo aos portugueses ao que vem”, enfatizou.

 “É muito importante que haja uma votação no máximo possível na minha candidatura no dia 8 de fevereiro porque desse número de votos também se expressa muito a forma como eu saio com esta legitimidade eleitoral e esta legitimidade política reforçada”, sustentou.

Sobre se sentia a falta do apoio do primeiro-ministro, Luís Montenegro, Seguro respondeu que não sente a “falta de apoio de absolutamente ninguém”.

“Eu estou a receber todos os dias muitos apoios e no dia 18 de janeiro recebi 1 milhão e 700 mil apoios”, disse, numa referência ao facto de ter sido o candidato mais votado nas eleições presidenciais. Sobre se receia que a abstenção o prejudique, Seguro admitiu que sim porque tem ouvido pessoas a dizer-lhe que "isto está a ganho".

Seguro avisa que as sondagens não ganham nada. Ventura acusa os "notáveis" de se terem "vendido".

"Não, não está a ganho, as sondagens não ganham nada, quem ganha são os portugueses que vão votar e que vão escolher com certeza um candidato moderado, um candidato com experiência, um candidato que quer cuidar daquilo que está bem, mas mudar muito daquilo que está mal, é isso que eu proponho aos portugueses", enfatizou. 

Questionado sobre uma entrevista à Rádio Renascença do antigo presidente do parlamento Eduardo Ferro Rodrigues, na qual anteviu uma segunda volta “difícil” e avisou contra “processos estranhos” da Procuradoria Geral da República, o candidato apoiado pelo PS escusou-se a comentar entrevistas.

"Eu vou fazer a minha campanha, que é uma campanha limpa. Toda a minha vida é uma vida limpa. Eu sempre cheguei limpo na vida pública e na vida política e é isso que eu farei", enfatizou.

Já o candidato apoiado pelo Chega salientou que não tem qualquer preocupação em congregar “notáveis”, acusando-os de se terem "vendido".

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