Concorrência aprova “remédio” da Bial para estimular 13% da sua faturação

A maior farmacêutica portuguesa, que é controlada pela família Portela e já deu dois medicamentos ao mundo, concluiu esta quarta-feira um acordo com a gigante GSK para a venda de seis fármacos, que reforçam a sua posição no mercado nacional na área respiratória.
António Portela, CEO da Bial.
Rui Neves 11:00

Um mês depois de ter obtido luz verde da Autoridade da Concorrência à transação firmada com a GlaxoSmithKline (GSK), a Bial assume a promoção e a distribuição no mercado nacional de meia dúzia de medicamentos da área respiratória da gigante biofarmacêutica.

“A Bial e a GSK concluíram hoje um acordo para a promoção, distribuição e venda, em exclusivo, em Portugal, dos medicamentos Elebrato Ellipta, Laventair Ellipta, Revinty Ellipta, Trelegy Ellipta, Anoro Ellipta e Relvar Ellipta”, anuncia a maior farmacêutica portuguesa, em comunicado.

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“Estamos muito satisfeitos com este acordo que reforça o compromisso de longo prazo que temos com os pacientes que vivem com doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC) e com asma”, afirma António Portela, CEO da Bial.

Ao representar este portfólio de produtos da GSK, a farmacêutica sediada na Trofa está a reforçar a sua posição no mercado nacional na área respiratória, que “representa, atualmente, cerca de 13%” da sua faturação global, que foi de 337 milhões de euros em 2024.

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O acordo com a GSK traduz a evolução de uma parceria histórica estabelecida entre as duas companhias e que, atualmente, contempla já a promoção, distribuição e venda dos medicamentos Elebrato Ellipta, Laventair Ellipta, Revinty Ellipta pela Bial.

Com o novo acordo, juntam-se a estes os produtos Trelegy Ellipta, Anoro Ellipta e Relvar Ellipta, com a GSK a manter-se como titular da autorização de introdução no mercado, tendo a Bial a representação local dos mesmos em Portugal.

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“Na nossa estratégia de crescimento, Portugal é, e continuará a ser, um mercado de extrema relevância e a área respiratória vai assumir um papel central. Queremos continuar a ser um parceiro de referência para os profissionais de saúde e a continuar a ajudar os doentes que vivem com DPOC e com asma a viver com melhor qualidade de vida”, enfatiza António Portela.

“Este acordo é, para nós, uma transição natural e reflexo da nossa estratégia de consolidação enquanto biofarmacêutica, focada nas áreas de Specialty, Oncologia e Vacinas. Por outro lado, manteremos o nosso compromisso na área respiratória dando continuidade à parceria histórica com a Bial, sendo este passo uma evolução dessa relação”, sublinha, por sua vez, Jeroen van der Lans, director-geral da GSK Portugal.

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Foi em 2009, ao fim de 15 anos de investigação e perto de 400 milhões de euros de investimento, que a Bial lançou o primeiro fármaco de raiz portuguesa - o antiepilético Zebinix -, tendo sete anos depois, após 11 anos de I&D e 280 milhões de euros, arrancado com a comercialização do "antiparkinsoniano" Ongentys.

Desde janeiro de 2011 liderada por António Portela, que sucedeu no cargo de CEO ao pai, Luís Portela, a centenária farmacêutica portuguesa é hoje reconhecida internacionalmente ao nível das neurociências, dos Estados Unidos ao Japão, continuando a aplicar em inovação cerca de 20% da sua faturação, sendo a empresa industrial portuguesa que mais investe em I&D, onde trabalha mais de uma centena dos seus cerca de 800 trabalhadores, de duas dezenas de nacionalidades.

E tem em desenvolvimento o processo de investigação com vista a lançar um novo medicamento para a doença de Parkinson ainda nesta década, fazendo também parte da sua estratégia trazer para o mercado fármacos dedicados à área das doenças raras.

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