Saúde Estratégia para combater zika vai custar 50 milhões, estima OMS

Estratégia para combater zika vai custar 50 milhões, estima OMS

O montante tem de ser reunido até Junho para permitir estudar formas de diagnosticar, conter e tratar o vírus, mas um especialista alerta que o valor não será suficiente.
Estratégia para combater zika vai custar 50 milhões, estima OMS
Bloomberg
Paulo Zacarias Gomes 17 de fevereiro de 2016 às 17:19

A Organização Mundial de Saúde (OMS) calcula que vai ser necessário reunir 56 milhões de dólares (50 milhões de euros) nos próximos quatro meses para desencadear uma estratégia de combate ao zika através de meios de diagnóstico, estudo da disseminação do vírus e para o desenvolvimento de uma vacina.


A estimativa, feita esta quarta-feira, 17 de Fevereiro, e citada pela Reuters, inclui a mobilização de 22,4 milhões de euros do orçamento daquela entidade que declarou emergência internacional em torno do vírus a 1 de Fevereiro. O resto do financiamento virá de estados e de outras entidades, espera a OMS.


Contudo, Lawrence Gostin, professor na universidade de Georgetown, avisa que a OMS "subestima grosseiramente" a estratégia necessária para combater o vírus, que deverá continuar a espalhar-se para outras regiões do mundo a partir da América, provocando um impacto negativo nas economias que pode ir até 10% do PIB.


"A lição [tirada da forma como a OMS lidou com o Ébola] é que será sempre tarde para encontrar financiamento no meio de uma emergência global", argumenta o especialista. A 8 de Fevereiro, Barack Obama pediu ao Congresso norte-americano que desbloqueasse 1,6 mil milhões de euros para combater o vírus.


O zika, que não tem actualmente tratamento, já se manifestou em 39 países. Transmitido principalmente por picada de mosquito, já foi comprovadamente relacionado com 41 casos de microcefalia em recém-nascidos no Brasil e está associado ao surgimento de complicações neurológicas como o síndroma de Guillain-Barre.


Esta quarta-feira a farmacêutica Inovio anunciou que os primeiros testes em ratos da sua vacina para combater o vírus zika estão a ter uma resposta "duradoura e robusta" no sistema imunitário e que espera conseguir testá-la em humanos ainda este ano.


Na semana passada, especialistas da Organização Mundial de Saúde (OMS) estimavam que, apesar do entusiasmo em torno da criação de uma vacina contra o vírus zika, esta deveria demorar "pelo menos 18 meses" até se iniciarem testes clínicos em humanos.




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