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Trump fecha portas a europeus e lança pânico

O anúncio, feito na noite de quarta-feira, foi drástico: “Para impedir que novos casos entrem no nosso país, vamos suspender todas as viagens da Europa para os EUA pelos próximos 30 dias. As novas regras entram em vigor a partir de sexta-feira à meia-noite.”

Rafaela Burd Relvas rafaelarelvas@negocios.pt 12 de Março de 2020 às 22:26
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Foi assim que Donald Trump comunicou a mais recente medida para travar a propagação do novo coronavírus, para, logo de seguida, ser corrigido pela Casa Branca. Afinal, a interdição aplica-se apenas aos cidadãos não americanos que tenham estado em países do espaço Schengen, onde não se inclui, por exemplo, o Reino Unido. E não abrange os cidadãos norte-americanos que tenham estado na Europa.

Trump foi ainda obrigado a clarificar que a restrição se aplica apenas a pessoas, e não a bens, depois de as bolsas terem derrapado com a perspetiva de um congelamento do comércio com a Europa.

Nenhuma das clarificações serviu para acalmar os ânimos. Os mercados mantiveram a rota de quedas – com o índice europeu que reúne as empresas de turismo, incluindo as transportadoras, a cair mais de 13%. E a Europa, pela voz dos presidentes da Comissão e do Conselho, insurgiram-se contra a decisão “unilateral”. Pelo meio, o setor turístico alertou para o impacto devastador da medida.

Segundo recordou a Associação Internacional de Transportes Aéreos (IATA), foram realizados 200 mil voos entre os EUA e o espaço Schengen durante 2019, com um total de 46 milhões de passageiros. Já as associações de turismo e de agências de viagens europeias e norte-americanas juntaram-se para avisar que esta medida terá “consequências de longo prazo no emprego e no crescimento económico”. 

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