Trabalhadores portugueses gostariam de se reformar aos 58,8 anos

Os trabalhadores gostariam de se reformar em média aos 58,8 anos, mas acreditam que terão que esperar até aos 64,45 anos, identificando-se assim um diferencial de 5,7 anos.
Reuters
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Lusa 04 de julho de 2018 às 14:22

O número de aforradores aumentou "significativamente" em Portugal, atingindo os 62% da população, assim como o valor médio mensal de poupança, segundo uma sondagem do Instituto BBVA de Pensões.

De acordo com a sondagem, com base em 1.000 entrevistas telefónicas à população portuguesa entre os 18 e os 65 anos, o valor médio mensal de poupança em 2017 aumentou para os 221,2 euros por mês.

Segundo o estudo realizado, existe ainda um "desajuste" entre a idade da reforma desejada e a idade que consideram possível: os trabalhadores gostariam de se reformar em média aos 58,8 anos, mas acreditam que terão que esperar até aos 64,45 anos, identificando-se assim um diferencial de 5,7 anos.

Cerca de 46% dos entrevistados não acreditam que possam viver sem dificuldades, um valor bastante inferior ao do ano anterior (70%).

Mais de 40% da população inquirida afirma que poupa actualmente ou já poupou no passado para a reforma.

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Os principais motivos para não poupar para este fim, segundo o Instituto BBVA de Pensões, continuam a ser "a falta de capacidade de poupança" e porque "consideram que ainda falta muito tempo para a idade de reforma".

Já a idade média em que se começou a poupar para a reforma manteve-se nos 27,5 anos.

A informação foi trabalhada pelo Instituto de Investigaciones de Mercado y Marketing Estrategico Ikerfel, a pedido do BBVA, com base em dados obtidos desde 2013.    

A sondagem sinaliza ainda que 36% dos inquiridos desconhece as contribuições próprias e da empresa para a Segurança Social e que houve um aumento da preocupação com o Sistema Público de Pensões (de 53% para 67% em 2017), quebrando-se a tendência de descida observada nos anos anteriores.

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