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CDS desconfia de sustentabilidade de aumento do indexante de apoios sociais

A líder centrista, Assunção Cristas, diz que o crescimento económico "anémico" requer cautela pois não há "garantias que aquilo que hoje se anuncia como estando a dar, amanhã não venha a ter problemas de sustentabilidade."

Assunção Cristas
Miguel Baltazar
Lusa 13 de Setembro de 2016 às 13:32
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A presidente do CDS-PP, Assunção Cristas, defendeu esta terça-feira, 13 de Setembro, que o país não vive o contexto ideal para "políticas mais generosas", como o descongelamento do indexante de apoios sociais, questionando a sustentabilidade da medida.

"Não nos parece que seja o contexto ideal para defendermos que podemos ter políticas mais generosas, como todos gostamos de ter, mas gostamos de ter com os pés assentes na terra e sabendo para onde estamos a caminhar", defendeu Assunção Cristas, apontando um "crescimento débil" e "dívida pública a aumentar".

A líder centrista reagia à actualização do Indexante dos Apoios Sociais (IAS), actualmente fixado nos 419,22, avançada hoje pelo Jornal de Negócios, à saída de uma audiência com o primeiro-ministro, António Costa, de preparação da cimeira europeia informal de sexta-feira.

"Quando ao mesmo tempo que vemos estas medidas - que são medidas que naturalmente todos gostaríamos de tomar - conjugadas com aumento crescente e consistente da dívida pública, há alguma coisa na despesa que não está a bater certo", sustentou.

"Ao mesmo tempo, quando vemos um crescimento económico anémico percebemos que é preciso actuar com muita cautela porque não temos garantias que aquilo que hoje se anuncia como estando a dar, amanhã não venha a ter problemas de sustentabilidade", acrescentou.

Segundo o Jornal de Negócios, o aumento do IAS foi acordado entre os partidos que apoiam o Governo para constar da proposta de Orçamento do Estado para 2017.

O IAS serve para o cálculo directo de várias prestações sociais, nomeadamente o subsídio de desemprego ou o complemento solidário de idosos e não é actualizado há sete anos.
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