A reforma laboral não passou no teste da concertação social. Agora, o caminho será feito no Parlamento, faltando saber, ainda, qual a versão que será proposta por um Governo que sabe que é minoritário. É mais um teste à reforma, ao Executivo, mas também à responsabilidade dos vários partidos que têm assento na Assembleia da República. Luís Montenegro pede “profundidade” no debate. Faz bem em colocar a fasquia bem lá em cima.
O Presidente da República lançou duras críticas à forma como a Europa tem funcionado, sempre assente no cada vez mais difícil consenso de 27 países com realidades tão distintas. António José Seguro tem toda a razão. Aponta à grande falha do projeto europeu, mas deveria ter a mesma perspetiva no que respeita à política interna. Com um Parlamento tão polarizado, o Chefe de Estado não pode esperar que quem governa fique paralisado à espera de consensos.
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