Europa sem rumo com impasse no golfo Pérsico. Delivery Hero dispara 18%
Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta segunda-feira.
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Europa sem rumo com impasse no golfo Pérsico. Delivery Hero dispara 18%
Os principais índices europeus terminaram a primeira sessão da semana sem rumo definido, num dia em que os investidores centraram atenções nos desenvolvimentos da guerra no Médio Oriente, depois de Donald Trump ter rejeitado a proposta de acordo de paz revista por Teerão, acrescentando uma nova dose de incerteza aos mercados num dia em que o crude soma novas subidas, alimentando as preocupações com a inflação e o impacto no crescimento económico da região. Ainda assim, resultados trimestrais e uma subida do preço de metais, que alimentaram cotadas do setor mineiro, contrariaram estas preocupações.
Neste contexto, o índice Stoxx 600 – de referência para a Europa – somou 0,11%, para os 612,79 pontos.
Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX subiu 0,05%, o italiano FTSEMIB avançou 0,76%, o francês CAC-40 perdeu 0,69%, o espanhol IBEX recuou 0,21%, ao passo que o neerlandês AEX registou perdas de 0,23%, num dia em que o britânico FTSE 100 ganhou 0,36%.
Entretanto, cotadas do setor do luxo registaram das maiores perdas, com o mais recente revés nas negociações entre os EUA e o Irão a aumentar as preocupações quanto ao crescimento do setor. Um cabaz do Goldman Sachs que agrega ações desta área registou uma queda de 3,5%.
"Passou mais uma semana sem qualquer progresso no que diz respeito aos fluxos através do estreito de Ormuz, enquanto os mercados continuam à espera de um acordo de paz rápido”, disse à Bloomberg Roberto Scholtes Ruiz, do Singular Bank. “Prevejo que este clima se mantenha na próxima semana, uma vez que existe uma expectativa generalizada de que Trump gostaria de chegar a um acordo antes da sua cimeira com Xi”, acrescentou o mesmo especialista, aludindo à visita do Presidente norte-americano à China, marcada para esta quarta-feira.
Entre os setores, o dos recursos naturais (+2,59%) beneficiou de uma subida generalizada de metais como o cobre, ouro e prata. Já o setor das telecom (+1,82%) foi impulsionado pela subida de mais de 17% da Airtel Africa, depois de o seu acionista maioritário, a Bharti Airtel, ter sinalizado um possível aumento da participação na empresa.
Entre outros movimentos do mercado, a Delivery Hero disparou 18%, depois de o grupo de investimento neerlandês Prosus ter decidido vender uma participação de 5% na empresa de entrega de comida alemã ao investidor ativista Aspex Management por cerca de 335 milhões de euros.
Juros agravam-se na Zona Euro com nova subida do crude
Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro encerraram a sessão com agravamentos em toda a linha, num dia em que os preços do crude nos mercados internacionais estão a registar valorizações e a alimentar as preocupações com a inflação, depois de os EUA e o Irão não terem conseguido chegar a um consenso sobre um acordo de paz para pôr fim à guerra no Médio Oriente. Já pelo Reino Unido, os juros registaram fortes subidas, devido aos crescentes apelos para que o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, se demita, na sequência das pesadas derrotas sofridas pelo Partido Trabalhista nas eleições autárquicas da semana passada.
Neste contexto, os juros da dívida portuguesa, com maturidade a dez anos, agravam-se em 3,9 pontos-base, para 3,397%. Em Espanha, a "yield" da dívida com a mesma maturidade avançou igualmente 3,9 pontos-base, neste caso para os 3,457%.
Já os juros da dívida soberana italiana subiram 5,2 pontos, para 3,773%. Por sua vez, a rendibilidade da dívida francesa escalou 3,9 pontos, para 3,658%, ao passo que os juros das "bunds" alemãs, referência para a região, subiram 3,5 pontos, para os 3,058%.
Já fora da Zona Euro, os juros das “gilts” britânicas, também a dez anos, avançaram 8,6 pontos-base, para os 4,997%.
Dólar avança com subida dos preços do crude. Yuan chinês atingiu máximos de três anos face à "nota verde"
O dólar está a negociar de forma estável e com valorizações marginais na sessão de hoje, à medida que a “nota verde” é impulsionada por uma nova subida dos preços do crude, depois de os EUA terem rejeitado o plano de paz revisto por Teerão para pôr fim à guerra no Médio oriente, deixando os mercados numa situação de incerteza sobre quais serão os próximos passos dados para que ambas as partes possam chegar a um entendimento.
O índice do dólar - que mede a força da “nota verde” face às principais concorrentes – soma uma ligeira subida de 0,02%, para os 97,916 pontos.
Os dados sobre a inflação nos EUA relativos a abril serão divulgados esta semana, depois de o relatório do mercado laboral da maior economia mundial, publicado na sexta-feira, ter revelado que os EUA criaram 115 mil novos empregos em abril, quase o dobro do previsto. Os números reforçaram as expectativas de que a Reserva Federal poderá manter as taxas de juro inalteradas durante algum tempo.
Face à divisa nipónica, a “nota verde” valoriza 0,22%, para os 157,020 ienes. Já pela Europa, a moeda única desliza 0,02%, para os 1,179 dólares, enquanto a libra recua 0,04%, para os 1,363 dólares.
Noutros pontos, o yuan chinês atingiu o seu nível mais forte face ao dólar em mais de três anos durante a sessão de hoje. O dólar recua agora 0,06%, para os 6,796 yuan.
Isto antes de Donald Trump viajar esta semana para a China, e depois de dados divulgados no início do dia terem mostrado que os preços no produtor da China superaram as expectativas, atingindo um máximo de 45 meses em abril, devido ao aumento dos custos globais da energia. Além disso, números divulgados no fim de semana revelaram que o crescimento das exportações da China acelerou no mês passado, alimentada por produtos ligados à área da inteligência artificial.
Ouro soma ganhos tímidos com "traders" a aproveitar para reforçar posições após quedas. Prata sobe 6%
O ouro está a recuperar terreno depois de ter negociado grande parte da sessão desta segunda-feira em queda, com os “traders” a aproveitarem para reforçar posições no metal amarelo.
A esta hora, o ouro soma 0,20%, para os 4.724,760 dólares por onça. No que toca à prata, o metal precioso dispara 6,07%, para os 85,22 dólares por onça.
A rápida rejeição por parte do Presidente dos EUA, Donald Trump, à resposta do Irão a um plano de paz norte-americano alimentou os receios quanto à inflação e pesou nas perspetivas para as taxas de juro, fatores que levaram o metal amarelo a registar quedas até há instantes.
Desde o estalar da guerra no Médio Oriente, a 28 de fevereiro, que o ouro fixa uma desvalorização de mais de 10%.
Os dados da inflação dos EUA para abril serão divulgados esta semana, depois de o relatório de emprego de sexta-feira ter mostrado que o emprego nos EUA aumentou mais do que o esperado no mês passado.
Os mercados estão também atentos à visita de dois dias de Trump à China esta semana, onde se irá encontrar com o Presidente chinês, Xi Jinping.
Brent acima dos 103 dólares. Impasse nas negociações entre EUA e Irão alimenta preços do crude
Os preços do petróleo seguem a somar valorizações nesta segunda-feira, em resposta ao novo impasse nas negociações entre Washington e Teerão, depois de Donald Trump ter considerado a resposta do Irão a um plano de paz apresentado pelos Estados Unidos (EUA) “inaceitável”.
Nesta medida, o Brent – de referência para a Europa –, avança 1,20%, para os 103,42 dólares por barril. Já o West Texas Intermediate (WTI) – de referência para os EUA – soma 1,73% para os 97,07 dólares por barril. No conjunto da semana passada, ambos os contratos de futuros registaram perdas de cerca de 6%, devido às esperanças de que estivesse para breve um fim do conflito que já dura há 10 semanas e que permitiria desbloquear o trânsito de crude, gás natural e não só pelo estreito de Ormuz.
Noutras matérias-primas, o preço do gás natural de referência para a Europa soma 3,68%, para os 45,77 euros por megawatt-hora.
De acordo com estimativas da Agência Internacional de Energia (AIE), a perda na oferta mundial de crude atinge os 14 milhões de barris por dia, cerca de 13,5% da média do consumo mundial prevista pela agência para este ano.
Os comentários do Presidente norte-americano voltaram a suscitar receios quanto ao abastecimento energético através do Médio Oriente, uma vez que o estreito de Ormuz se mantém praticamente encerrado, ainda que haja relatos de que alguns navios terão conseguido atravessar a via marítima na semana passada.
Além dos desenvolvimentos no golfo Pérsico, os “traders” seguirão de perto a viagem de Trump a Pequim na quarta-feira, onde se espera que o republicano e o seu homólogo chinês, Xi Jinping, discutam, entre outros temas, o conflito no Irão.
Wall Street afasta-se de máximos sem acordo entre Estados Unidos e Irão
Os principais índices norte-americanos negoceiam em baixa na primeira sessão da semana, numa altura em que os preços do crude somam ganhos depois de o Irão e os Estados Unidos (EUA) não terem chegado a acordo para pôr fim à guerra no Médio Oriente.
Neste contexto, o S&P 500 desliza 0,08% para os 7.392,88 pontos, depois de ter fixado um novo recorde na sessão de sexta-feira. O Nasdaq Composite, que também atingiu um novo máximo histórico na última sessão, cai 0,16% para os 26.206,16 pontos. O Dow Jones, por sua vez, desvaloriza 0,17% para os 49.524,07 pontos.
O otimismo de que os EUA e o Irão estariam perto de chegar a um entendimento desvaneceu nesta segunda-feira, depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter considerado as últimas propostas apresentadas por Teerão em resposta ao plano de 14 pontos dos EUA “totalmente inaceitáveis”.
Esta semana, além de manterem atenções centradas no Médio Oriente, os investidores estarão atentos ao encontro de Trump com o seu homólogo Xi Jinping, na China.
Também o relatório de inflação de abril dos EUA, a ser conhecido na terça-feira, servirá para avaliar por quanto tempo a Reserva Federal, sob a liderança de Kevin Warsh, que assume as rédeas do banco central esta semana, poderá manter as taxas de juro estáveis. Os economistas antecipam um aumento acentuado de 0,6% no índice de preços no consumidor no mês passado, com base em estimativas de um inquérito da Bloomberg.
“A subida vertiginosa do mercado impulsionada por resultados robustos, pelo entusiasmo em torno da IA e pelas esperanças de um choque energético de curta duração enfrenta um teste mais difícil na semana que se avizinha”, disse à Bloomberg Laura Cooper, da Nuveen. “Uma inflação mais elevada nos EUA poderá empurrar as taxas para cima, enquanto vendas a retalho mais fracas poderão começar a revelar o impacto dos preços mais elevados da gasolina nos consumidores”, acrescentou.
Entre as “big tech”, a Apple recua 0,86%, a Nvidia ganha 0,22%, a Alphabet cai 1,60%, a Amazon perde 0,64%, a Microsoft desvaloriza 1,24% e a Meta cede 1,16%.
São perdidos 14 milhões de barris de petróleo por dia devido à guerra, revela AIE
O volume de petróleo que deixou de ser fornecido devido à guerra no Irão atinge os 14 milhões de barris por dia, afirmou esta segunda-feira o diretor-executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol.
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Taxas Euribor sobem e a três meses para um novo máximo desde abril de 2025
A taxa Euribor subiu esta segunda-feira a três, a seis e a 12 meses em relação a sexta-feira e no prazo mais curto para um novo máximo desde abril de 2025.
Com estas alterações, a taxa a três meses, que avançou para 2,254%, continuou abaixo das taxas a seis (2,492%) e a 12 meses (2,778%).
A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, subiu, ao ser fixada em 2,492%, mais 0,020 pontos do que na sexta-feira.
Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a março indicam que a Euribor a seis meses representava 39,41% do 'stock' de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.
Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,62% e 24,65%, respetivamente.
No prazo de 12 meses, a taxa Euribor também subiu, para 2,778%, mais 0,070 pontos do que na sessão anterior.
No mesmo sentido, a Euribor a três meses avançou, ao ser fixada em 2,254%, um novo máximo desde abril do ano passado e mais 0,020 pontos que na sexta-feira.
Em relação à média mensal da Euribor de abril esta subiu nos três prazos, mas de forma mais acentuada nos mais longos e menos do que em março.
A média mensal da Euribor em abril subiu 0,066 pontos para 2,175% a três meses. Já a seis e a 12 meses, a média da Euribor avançou 0,132 pontos para 2,454% e 0,182 pontos para 2,747%, respetivamente.
Euro foi a moeda mais usada no comércio externo da UE em 2025
O euro foi, em 2025, a moeda mais utilizada no comércio externo bens primários (excluindo o petróleo) da União Europeia (UE), quer nas importações, quer nas exportações, divulga esta segunda-feira o Eurostat.
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Europa resiste à escalada dos preços do petróleo. Delivery Hero dispara 8%
As principais praças europeias estão a negociar divididas entre ganhos e perdas, com o Stoxx 600 a conseguir resistir ao impacto dos novos desenvolvimentos nas negociações para a paz entre EUA e Irão. No fim de semana, o Presidente norte-americano, Donald Trump, rejeitou a contraproposta iraniana aos 14 pontos apresentados por Washington para acabar com o conflito, apesar de Teerão ter cedido - embora de forma parcial - a algumas exigências da Casa Branca.
O Stoxx 600 - "benchmark" para a negociação europeia - está a negociar praticamente inalterado face à cotação de fecho de sexta-feira, registando uma desvalorização de 0,09% para 611,59 pontos - isto depois de ter visto o seu valor ser reduzido em quase 2% nas duas últimas sessões.
O setor energético é dos que mais ganha esta manhã, impulsionado por uma nova escalada nos preços da energia, que levou o barril de Brent - de referência para a Europa - a aproximar-se dos 105 dólares. Também as ações tecnológicas estão a acelerar, numa altura em que um "rally" de inteligência artificial (IA) tem conseguido eclipsar as preocupações dos investidores com o aumento das tensões geopolíticas no Médio Oriente.
"Passou mais uma semana sem avanços no que diz respeito ao tráfego marítimo no estreito de Ormuz, com os mercados a continuarem à espera de um acordo de paz rápido", afirma Roberto Scholtes Ruiz, diretor de estratégia do Singular Bank, à Bloomberg. "Prevejo que este clima se mantenha esta semana, uma vez que existe uma expectativa generalizada de que Trump gostaria de garantir um acordo antes da sua cimeira com Xi Jinping [Presidente da China]", acrescenta.
Entre as principais movimentações de mercado, a Delivery Hero dispara 8,20%, depois de o grupo de investimento neerlandês Prosus ter decidido vender uma participação de 5% na empresa de entrega de comida alemã ao investidor ativista Aspex Management por cerca de 335 milhões de euros. Por sua vez, a britânica Compass Group acelera 0,98%, após ter revisto em alta as previsões de lucro para o resto do ano.
Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX recua 0,22%, o italiano FTSEMIB acelera 0,16%, o francês CAC-40 desvaloriza 0,94%, o espanhol IBEX ganha 0,03%, ao passo que o neerlandês AEX cai 0,06% e o britânico FTSE-100 aumenta 0,12%.
Juros agravam-se na Zona Euro com nova subida dos preços do petróleo
Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro arrancaram a semana com agravamentos, numa altura em que as negociações para a paz entre EUA e Irão enfrentam novos obstáculos. O Presidente norte-americano, Donald Trump, decidiu rejeitar a contraproposta de Teerão ao seu plano de 14 pontos, apelidando-a de "totalmente inaceitável" e levando a um novo disparo nos preços do petróleo.
Os juros das "Bunds" alemãs a dez anos, que servem de referência para a Zona Euro, estão a acelerar 1,4 pontos-base para 3,017%, enquanto a "yield" das obrigações francesas com a mesma maturidade sobe 1,9 pontos para 3,638%. Já os juros da dívida italiana pontos registam o maior agravamento da Zona Euro, ao crescerem 3,3 pontos para 3,754%.
Pela Península Ibérica, os juros da dívida soberana portuguesa na maturidade de referência aumentam 1,5 pontos-base para 3,373%, enquanto os juros espanhóis saltam 1,6 pontos para 3,434%.
Fora da Zona Euro, os juros das "Gilts" britânicas disparam 4 pontos-base para 4,951%, num dia em que os investidores vão estar atentos ao discurso do primeiro-ministro britânico após o Partido Trabalhista ter perdido bastantes lugares nas eleições locais da semana passada.
Índia pede aos cidadãos corte no consumo de combustível e que não comprem ouro
O primeiro-ministro indiano pediu à população que reduza o consumo de combustível e limite o envio de encomendas para proteger a economia do país contra os efeitos da guerra do Irão, divulgou esta segunda-feira a imprensa internacional.
Leia a notícia completa aqui.
Dólar avança após Trump rejeitar contraproposta do Irão
O dólar norte-americano está a conseguir recuperar das perdas registadas na semana anterior, impulsionado por um aumento das tensões geopolíticas entre os EUA e o Irão. Desde o estalar do conflito no Médio Oriente, a "nota verde" tem beneficiado de uma corrida a ativos de refúgio, depois de um arranque de ano especialmente penalizador - muito devido às políticas erráticas de Donald Trump.
Neste contexto, o índice do dólar da Bloomberg - que mede a força da divisa face aos seus principais concorrentes - está a acelerar 0,11%, tendo chegado a crescer 0,2% e a apagar por completo a queda registada na última sessão. Por sua vez, o euro cai 0,14% para 1,1771 dólares, enquanto a libra desliza 0,22% para 1,3601 dólares, num dia em que o primeiro-ministro britânico se dirige ao país após as perdas do Partido Trabalhista registadas no ato eleitoral da semana passada.
"Os riscos parecem apontar para novas valorizações do dólar no início da semana, com todos os indícios a sugerirem que tanto os EUA como o Irão acreditam que estão a negociar a partir de uma posição de força", explica Sean Callow, analista sénior da ITC Markets, à Bloomberg. "Os investidores podem ter estado à espera de, pelo menos, um acordo provisório antes da visita de Trump a Pequim, mas agora parece que nos deparamos com uma nova ronda de subidas do preço do petróleo", acrescenta.
No fim de semana, o Presidente dos EUA, Donald Trump, decidiu rejeitar a contraproposta iraniana ao seu plano de 14 pontos para pôr fim à guerra. O Wall Street Journal noticiou que Teerão estava disposto a transferir alguns dos seus "stocks" de urânio enriquecido para outro país enquanto as negociações sobre esta questão não chegam a bom porto, além de ter concordado com uma suspensão do enriquecimento da matéria-prima. No entanto, não terá sido suficiente para o líder norte-americano, que considerou a resposta "totalmente inaceitável".
Preocupações com a inflação atiram ouro para território negativo
O ouro arrancou a semana em território negativo, numa altura em que as negociações de paz entre os EUA e o Irão embateram num novo obstáculo. No fim de semana, o Presidente norte-americano decidiu rejeitar a resposta iraniana ao plano de 14 pontos apresentando por Washington, reacendendo receios de que uma inflação galopante obrigue os bancos centrais a apertarem a política monetária.
A esta hora, o metal amarelo cai 0,84% para 4.675,80 dólares por onça, depois de ter acelerado mais de 2% na semana passada. Na altura, os preços do ouro foram impulsionados por um novo relatório sobre o mercado laboral dos EUA, que se mostrou bastante mais resiliente do que o antecipado - dando margem de manobra à Reserva Federal (Fed) norte-americana para não mexer nos juros.
No entanto, e caso o conflito no Médio Oriente se mantenha durante muito mais tempo, essa margem pode ser amplamente reduzida. Com o estreito de Ormuz a continuar fechado e as negociações de paz a entrarem numa estrada sem saída, é expectável que os preços da energia continuem bastante elevados, tendo um impacto sustentando na inflação. É de relembrar que por esta via marítima passava um quinto de todo o petróleo e gás natural consumidos pelo mundo.
"Os preços do ouro continuam a refletir uma ampla consolidação lateral, uma vez que os mercados permanecem presos entre a ansiedade geopolítica e as crescentes preocupações com a inflação", explica Priyanka Sachdeva, analista da Philip Nova, numa nota a que a Bloomberg teve acesso. É provável que esta combinação mantenha o ouro "sem direção, apesar da extrema volatilidade nos mercados globais", acrescenta.
Para a analista, a rejeição de Trump da contraproposta iraniana demonstra que a prioridade de Washington é acabar com as ambições nucleares do Irão. De acordo com o Wall Street Journal, Teerão propõe diluir algum do urânio enriquecido que tem em sua posse, enquanto o restante seria transferido para um país terceiro em jeito de custódia. No entanto, propõe uma moratória inferior aos 20 anos propostos pela Casa Branca para suspender o enriquecimento de urânio.
Petróleo dispara mais de 4% com tensões no Médio Oriente a escalarem
O preço do barril de petróleo chegou a disparar mais de 4% esta madrugada, desceu no arranque da manhã para depois voltar a subir, numa altura em que os investidores avaliam os mais recentes desenvolvimentos nas negociações para um acordo de paz no Médio Oriente.
Através das redes sociais, o Presidente dos EUA, Donald Trump, veio rejeitar a resposta do Irão ao seu plano de 14 pontos para pôr fim à guerra, considerando-a "totalmente inaceitável". O líder norte-americano não deu detalhes sobre os pontos de discórdia na réplica do regime de Mojtaba Khamenei, mas o Wall Street Journal avançou durante o fim-de-semana que, apesar de alinhar numa moratória de enriquecimento de urânio, Teerão procura uma "pausa" menor que os 20 anos propostos por Washington.
Neste contexto, o preço do barril Brent - de referência para a Europa - chegou a disparar 4,5% e a ultrapassar os 105 dólares, tendo entretanto reduzido os ganhos para 3,32%, nos 104,65 dólares. Por sua vez, o West Texas Intermediate (WTI) - de referência para os EUA - quase tocou nos 100 dólares, estando, neste momento, a acelerar 3,78% para 99,03 dólares por barril.
"O otimismo em relação a um acordo iminente entre os EUA e o Irão desvaneceu-se, impulsionando a subida do preço do petróleo bruto", explica Warren Patterson, diretor de estratégia de matérias-primas do ING Groep, à Bloomberg. "É provável que aumentem os receios quanto a uma possível nova escalada do conflito, o que abre margem para uma nova subida dos preços", acrescenta.
Caso o estreito de Ormuz - por onde passava um quinto de todo o petróleo e gás natural consumido no mundo - permaneça fechado nas próximas semanas, o CEO da Saudi Aramco, Amin Nasser, antecipa que o mercado só normalize em 2027. E este trata-se de um cenário de resolução no curto prazo, o que parece ser uma realidade cada vez mais distante para os investidores. De acordo com uma sondagem do Goldman Sachs, Wall Street só vê Ormuz reaberto já na segunda metade deste ano.
"Rally" das tecnológicas e tensões no Médio Oriente dividem Ásia. Europa aponta para ganhos
Os principais índices asiáticos encerraram a primeira negociação da semana divididos entre ganhos e perdas, numa altura em que o otimismo em torno das ações de inteligência artificial (IA) está a colidir com as tensões no Médio Oriente. Este domingo, o Presidente dos EUA, Donald Trump, rejeitou a resposta do Irão ao seu plano de 14 pontos, considerando-a "totalmente inaceitável" e levando os preços do petróleo novamente a dispararem.
O MSCI Asia Pacific - "benchmark" para a região - ainda conseguiu negociar em território positivo, com ganhos de 0,44%, impulsionado por um "rally" nas tecnológicas. O sul-coreano Kospi - "cabeça de cartaz" para os investimentos em IA - acelerou mais de 4% esta segunda-feira e atingiu um novo máximo histórico, aproveitando ainda o otimismo que se viveu em torno do setor na última sessão e que chegou agora à Ásia.
Os ganhos asiáticos devem estender-se para a Europa, com a negociação de futuros do Euro Stoxx 50 a apontar para uma abertura em território positivo - embora numa menor escalada de 0,10%. É uma ligeira recuperação face às perdas das duas últimas sessões, quando o principal índice europeu - o Stoxx 600 - não conseguiu resistir à turbulência no Médio Oriente e perdeu quase 2% do valor.
No entanto, Anna Wu, estratega de ativos da Van Eck Associates, considera que os "mercados devem começar a ver além da atual volatilidade da guerra" no curto prazo, caso a situação acabe por não escalar. "Os resultados das empresas têm sido o principal motor do mercado desde que os investidores decidiram começar a ultrapassar o pico do pânico causado pela guerra", acrescenta, numa nota a que a Bloomberg teve acesso.
Com o Médio Oriente como pano de fundo e a época de resultados no "sprint" final, os investidores viram agora as atenções para o encontro entre o Presidente norte-americano e o líder chinês, Xi Jinping, que está agendado para acontecer esta semana. Ainda na semana passada, e após um encontro com o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, as autoridades chinesas apelaram a um fim do conflito no golfo Pérsico - e o Presidente da China deverá ecoar esse pedido junto de Trump.
Entre as principais movimentações por praça, os japoneses Nikkei 225 e Topix dividiram-se entre ganhos e perdas, com o primeiro a cair 0,48% e o segundo a acelerar 0,35%. Já o chinês Hang Seng, de Hong Kong, manteve-se praticamente inalterado, enquanto o Shanghai Composite ganhou cerca de 1%. Por sua vez, o australiano S&P/ASX 200 não conseguiu resistir ao pessimismo e terminou a sessão com perdas de 0,49%.
Inflação na China acelera para 1,2% em abril e supera previsões dos analistas
O Índice de Preços no Consumidor (IPC), o principal indicador de inflação da China, subiu 1,2% em abril face ao período homólogo, mais 0,2 pontos percentuais em relação a março, foi anunciado esta segunda-feira.
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