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Ao minutoAtualizado há 50 min09h03

Petróleo sobe 3% e volta a rondar os 105 dólares. Fantasma da inflação pesa sobre o ouro

Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta segunda-feira.

08:14
há 50 min.09h03

Dólar avança após Trump rejeitar contraproposta do Irão

O dólar norte-americano está a conseguir recuperar das perdas registadas na semana anterior, impulsionado por um aumento das tensões geopolíticas entre os EUA e o Irão. Desde o estalar do conflito no Médio Oriente, a "nota verde" tem beneficiado de uma corrida a ativos de refúgio, depois de um arranque de ano especialmente penalizador - muito devido às políticas erráticas de Donald Trump. 

Neste contexto, o índice do dólar da Bloomberg - que mede a força da divisa face aos seus principais concorrentes - está a acelerar 0,11%, tendo chegado a crescer 0,2% e a apagar por completo a queda registada na última sessão. Por sua vez, o euro cai 0,14% para 1,1771 dólares, enquanto a libra desliza 0,22% para 1,3601 dólares, num dia em que o primeiro-ministro britânico se dirige ao país após as perdas do Partido Trabalhista registadas no ato eleitoral da semana passada. 

"Os riscos parecem apontar para novas valorizações do dólar no início da semana, com todos os indícios a sugerirem que tanto os EUA como o Irão acreditam que estão a negociar a partir de uma posição de força", explica Sean Callow, analista sénior da ITC Markets, à Bloomberg. "Os investidores podem ter estado à espera de, pelo menos, um acordo provisório antes da visita de Trump a Pequim, mas agora parece que nos deparamos com uma nova ronda de subidas do preço do petróleo", acrescenta. 

No fim de semana, o . O Wall Street Journal noticiou que Teerão estava disposto a transferir alguns dos seus "stocks" de urânio enriquecido para outro país enquanto as negociações sobre esta questão não chegam a bom porto, além de ter concordado com uma suspensão do enriquecimento da matéria-prima. No entanto, não terá sido suficiente para o líder norte-americano, que considerou a resposta "totalmente inaceitável". 

08h42

Preocupações com a inflação atiram ouro para território negativo

ouro

O ouro arrancou a semana em território negativo, numa altura em que as negociações de paz entre os EUA e o Irão embateram num novo obstáculo. No fim de semana, o , reacendendo receios de que uma inflação galopante obrigue os bancos centrais a apertarem a política monetária. 

A esta hora, o metal amarelo cai 0,84% para 4.675,80 dólares por onça, depois de ter acelerado mais de 2% na semana passada. Na altura, os preços do ouro foram impulsionados por um novo relatório sobre o mercado laboral dos EUA, que  - dando margem de manobra à Reserva Federal (Fed) norte-americana para não mexer nos juros.

No entanto, e caso o conflito no Médio Oriente se mantenha durante muito mais tempo, essa margem pode ser amplamente reduzida. Com o estreito de Ormuz a continuar fechado e as negociações de paz a entrarem numa estrada sem saída, é expectável que os preços da energia continuem bastante elevados, tendo um impacto sustentando na inflação. É de relembrar que por esta via marítima passava um quinto de todo o petróleo e gás natural consumidos pelo mundo. 

"Os preços do ouro continuam a refletir uma ampla consolidação lateral, uma vez que os mercados permanecem presos entre a ansiedade geopolítica e as crescentes preocupações com a inflação", explica Priyanka Sachdeva, analista da Philip Nova, numa nota a que a Bloomberg teve acesso. É provável que esta combinação mantenha o ouro "sem direção, apesar da extrema volatilidade nos mercados globais", acrescenta. 

Para a analista, a rejeição de Trump da contraproposta iraniana demonstra que a prioridade de Washington é acabar com as ambições nucleares do Irão. De acordo com o Wall Street Journal, Teerão propõe diluir algum do urânio enriquecido que tem em sua posse, enquanto o restante seria transferido para um país terceiro em jeito de custódia. No entanto, propõe uma moratória inferior aos 20 anos propostos pela Casa Branca para suspender o enriquecimento de urânio.

08h12

Petróleo dispara mais de 4% com tensões no Médio Oriente a escalarem

O preço do barril de petróleo chegou a disparar mais de 4% esta madrugada, desceu no arranque da manhã para depois voltar a subir, numa altura em que os investidores avaliam os mais recentes desenvolvimentos nas negociações para um acordo de paz no Médio Oriente. 

Através das redes sociais, o , considerando-a "totalmente inaceitável". O líder norte-americano não deu detalhes sobre os pontos de discórdia na réplica do regime de Mojtaba Khamenei, mas o Wall Street Journal avançou durante o fim-de-semana que, apesar de alinhar numa moratória de enriquecimento de urânio, Teerão procura uma "pausa" menor que os 20 anos propostos por Washington. 

Neste contexto, o preço do barril Brent - de referência para a Europa - chegou a disparar 4,5% e a ultrapassar os 105 dólares, tendo entretanto reduzido os ganhos para 3,32%, nos 104,65 dólares. Por sua vez, o West Texas Intermediate (WTI) - de referência para os EUA - quase tocou nos 100 dólares, estando, neste momento, a acelerar 3,78% para 99,03 dólares por barril.

"O otimismo em relação a um acordo iminente entre os EUA e o Irão desvaneceu-se, impulsionando a subida do preço do petróleo bruto", explica Warren Patterson, diretor de estratégia de matérias-primas do ING Groep, à Bloomberg. "É provável que aumentem os receios quanto a uma possível nova escalada do conflito, o que abre margem para uma nova subida dos preços", acrescenta. 

Caso o estreito de Ormuz - por onde passava um quinto de todo o petróleo e gás natural consumido no mundo - permaneça fechado nas próximas semanas, o CEO da Saudi Aramco, Amin Nasser, antecipa que o mercado só normalize em 2027. E este trata-se de um cenário de resolução no curto prazo, o que parece ser uma realidade cada vez mais distante para os investidores. De acordo com uma sondagem do Goldman Sachs, Wall Street só vê Ormuz reaberto já na segunda metade deste ano

07h46

"Rally" das tecnológicas e tensões no Médio Oriente dividem Ásia. Europa aponta para ganhos

Os principais índices asiáticos encerraram a primeira negociação da semana divididos entre ganhos e perdas, numa altura em que o otimismo em torno das ações de inteligência artificial (IA) está a colidir com as tensões no Médio Oriente. Este domingo, o  e levando os preços do petróleo novamente a dispararem. 

O MSCI Asia Pacific - "benchmark" para a região - ainda conseguiu negociar em território positivo, com ganhos de 0,44%, impulsionado por um "rally" nas tecnológicas. O sul-coreano Kospi - "cabeça de cartaz" para os investimentos em IA - acelerou mais de 4% esta segunda-feira e atingiu um novo máximo histórico, aproveitando ainda o e que chegou agora à Ásia. 

Os ganhos asiáticos devem estender-se para a Europa, com a negociação de futuros do Euro Stoxx 50 a apontar para uma abertura em território positivo - embora numa menor escalada de 0,10%. É uma ligeira recuperação face às perdas das duas últimas sessões, quando o principal índice europeu - o Stoxx 600 - não conseguiu resistir à turbulência no Médio Oriente e perdeu quase 2% do valor. 

No entanto, Anna Wu, estratega de ativos da Van Eck Associates, considera que os "mercados devem começar a ver além da atual volatilidade da guerra" no curto prazo, caso a situação acabe por não escalar. "Os resultados das empresas têm sido o principal motor do mercado desde que os investidores decidiram começar a ultrapassar o pico do pânico causado pela guerra", acrescenta, numa nota a que a Bloomberg teve acesso. 

Com o Médio Oriente como pano de fundo e a época de resultados no "sprint" final, os investidores viram agora as atenções para o . Ainda na semana passada, e após um encontro com o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, as autoridades chinesas apelaram a um fim do conflito no golfo Pérsico - e o Presidente da China deverá ecoar esse pedido junto de Trump. 

Entre as principais movimentações por praça, os japoneses Nikkei 225 e Topix dividiram-se entre ganhos e perdas, com o primeiro a cair 0,48% e o segundo a acelerar 0,35%. Já o chinês Hang Seng, de Hong Kong, manteve-se praticamente inalterado, enquanto o Shanghai Composite ganhou cerca de 1%. Por sua vez, o australiano S&P/ASX 200 não conseguiu resistir ao pessimismo e terminou a sessão com perdas de 0,49%.

07h13

Inflação na China acelera para 1,2% em abril e supera previsões dos analistas

Procura por viagens de férias na China também ajudou na aceleração da inflação

Índice de Preços no Consumidor (IPC), o principal indicador de inflação da China, subiu 1,2% em abril face ao período homólogo, mais 0,2 pontos percentuais em relação a março, foi anunciado esta segunda-feira.

Leia a notícia completa .  

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