Pedro Duarte tem razão quando nota em Passos Coelho (embora sem o nomear) um “azedume” que é “respeitável” e “útil”, admitindo também que o Governo “talvez tenha falhado” em “comunicar” o seu “impulso” reformista. O agora presidente da Câmara do Porto, no fim da linha, quer passar uma narrativa que evite um choque de frente entre o antigo e o atual líder do PSD. E fá-lo de forma inteligente.
Como é normal nestes casos, Miguel Coelho é inocente até prova em contrário. Para já, fica o anátema de ser um dos suspeitos da Operação Imergente, sendo suspeito de envolvimento num esquema de adjudicações e contratos públicos fraudulentos quando era presidente da Junta de Freguesia de Santa Maria Maior. O autarca fez o esperado, suspendeu o seu mandato de deputado municipal, mas deixa o PS num alvoroço.
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