Ministros da Agricultura da UE debatem subida abrupta dos preços dos fertilizantes
Os ministros da Agricultura da União Europeia (UE) reúnem-se esta terça-feira, em Bruxelas, com a agenda dominada pela questão da subida abrupta dos preços dos fertilizantes, na sequência do encerramento do Estrito de Ormuz, no Golfo Pérsico.
Na reunião, em que Portugal está representado pelo ministro da tutela, José Manuel Fernandes, será debatido o plano de ação para o setor dos fertilizantes, recentemente proposto pela Comissão Europeia.
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A guerra lançada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão - que encerrou o Estreito de Ormuz à navegação comercial - fez disparar os preços dos adubos, que - segundo dados do serviço estatístico da UE, o Eurostat, têm vindo a agravar-se ao longo de 2025, sendo que no último trimestre desse ano aumentaram 8% face ao período homólogo.
O Conselho de ministros de Agricultura da UE vai analisar as medidas propostas para mitigar o impacto dos preços dos adubos na produção.
O pacote de medidas avançado pela Comissão Europeia inclui a mobilização de fundos de coesão para financiar a produção de biogás e biometano na UE.
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Neste sentido, na quinta-feira, a UE suspendeu por um ano as tarifas sobre importações dos principais fertilizantes à base de azoto utilizados na produção agrícola e matérias-primas para adubos, como a ureia e o amoníaco.
Pelo Estreito de Ormuz, passa grande parte do comércio global de fertilizantes, incluindo 40% da ureia mundial e 30% de amoníaco, essenciais para a produção agrícola.
A Guarda Revolucionária Iraniana informou hoje que 32 navios atravessaram o Estreito de Ormuz nas últimas 24 horas após terem obtido a sua autorização, elevando para 182 o número de embarcações que atravessaram a via marítima com a permissão do Irão desde a passada quarta-feira.
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