Administração do Porto de Sines reconhece atraso nas acessibilidades

O presidente da APS - Administração do Porto de Sines reconhece que as acessibilidades rodo e ferroviárias àquela infra-estrutura portuária se encontram atrasadas face ao desejado e às metas do plano estratégico do Porto de Sines.
Negócios 19 de Março de 2003 às 18:53

Monteiro de Morais, presidente da APS - Administração do Porto de Sines reconhece que as acessibilidades rodo e ferroviárias àquela infra-estrutura portuária se encontram atrasadas face ao desejado e às metas do plano estratégico do Porto de Sines.

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«A rapidez com que a actividade do Porto de Sines vai evoluir dependerá de muitos factores e um dos mais importantes é termos convenientes acessos terrestres. Existe um atraso a esse nível no planeamento e no processo de decisão, mas também sei que existe um esforço de todas as entidades envolvidas para acelerar o processo. Infelizmente, a conjuntura económica não é a mais favorável», destacou o responsável máximo da APS num almoço com jornalistas.

As três vias fundamentais em termos de acessibilidades para o Porto de Sines são o IC33, o futuro IC8 e a linha férrea de ligação de Sines a Madrid, com passagem por Badajoz. Esta última ligação insere-se num projecto luso-espanhol que prevê a instalação de uma linha com bitola europeia e que só deverá estar concluída em 2007.

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Quando ao IC8, que fará a ligação rodoviária entre Sines e Vila Verde de Ficalho, junto à fronteira espanhola, tem data de conclusão prevista para o primeiro semestre de 2006, mas como o processo ainda se encontra na fase de aprovação do projecto, existem muitas dúvidas de que o IEP - Instituto de Estradas de Portugal, entidade responsável pelo projecto, consiga cumprir o prazo inicialmente estipulado.

O IC8 terá uma extensão de cerca de 130 quilómetros e na ligação, fundamental, entre Sines e a A2 - Auto-Estrada do Algarve, com uma extensão de cerca de 35 quilómetros, está previsto que o troço tenha perfil de auto-estrada.

Por fim, no IC 33, estrada construída há cerca de 30 anos propositadamente para servir de ligação entre Lisboa e o Porto de Sines, o seu elevado estado de degradação levou o IEP a tentar remediar as dificuldades com o lançamento de um concurso para reparação do traçado entre Grândola e Santiago do Cacém, numa extensão de cerca de 35 quilómetros.

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A empreitada foi adjudicada à construtora Pavia por um valor de cerca de seis milhões de euros e o prazo de conclusão das obras está previsto ocorrer em Dezembro próximo.

Monteiro de Morais sublinha que enquanto estas acessibilidades não forem melhoradas ou criadas, «o tráfego do Terminal XXI só é gerado numa zona muito próxima, enquanto o objectivo é a ligação e a complementaridade com os outros portos nacionais e com os portos espanhóis».

Por Nuno Miguel Silva

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