Air France e British Airways desistem do Concorde
As companhias aéreas Air France e British Airways vão retirar de actividade o Concorde em Outubro próximo, desistindo do projecto de aviação supersónica, por falta de rentabilidade. A medida irá custar 122,15 milhões de euros à BA.
As companhias aéreas British Airways e a Air France estão a planear terminar com as rotas supersónicas efectuadas pelo modelo Concorde a partir de Outubro próximo, devido à quebra de procura em viagens de negócios e às consequências da guerra no Iraque nestes voos transatlânticos, anunciaram as duas empresas.
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Com esta iniciativa, a British Airways terá de suportar custos de 122,15 milhões de euros (84 milhões de libras) no ano fiscal de 2003, relativos à retirada dos sete Concordes, adiantou ainda a transportadora inglesa.
«A retirada do Concorde é uma decisão de negócios prudente», afirmou Rod Eddington, administrador-delegado da British Airways, no referido comunicado. Apesar da «ameaça de guerra e o consequente conflito militar ter tido ainda maior impacto na procura de viagens de negócios de "topo", a decisão de retirar o Concorde foi baseada numa óptica de custos e receitas de longo termo», acrescentou o mesmo.
Jean-Cyril Spinetta, administrador-delegado, em comunicado distinto, afirmou por seu lado que «a deterioração da situação económica nos meses recentes levou a um declínio no tráfego de negócios, que pesou particularmente nos resultados do Concorde».
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Os voos Concorde foram suspensos durante 16 meses em Julho de 2000, na sequência de um acidente com um daqueles aparelho à descolagem do aeroporto de Paris.
Quando os aviões Concorde retomaram finalmente a operação em Novembro de 2001, a conjuntura económica tinha levado a uma diminuição da procura no transporte aéreo, também devido ao ataques do 11 de Setembro.
As acções da BA seguiam a subir 0,87% na Bolsa de Londres.
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