Compra da Telemar faz sentido mas TIM Brasil é melhor opção

A possibilidade da Portugal Telecom avançar para a compra da Telemar, maior operadora de telecomunicações brasileiras, é “potencialmente positiva do pontos de vista estratégico”, referem os analistas do BPI, que consideram contudo que a aquisição da TIM B
Nuno Carregueiro 30 de Maio de 2007 às 09:31

A possibilidade da Portugal Telecom avançar para a compra da Telemar, maior operadora de telecomunicações brasileiras, é "potencialmente positiva do pontos de vista estratégico", referem os analistas do BPI, que consideram contudo que a aquisição da TIM Brasil é uma melhor opção.

Segundo o "Diário Económico", o conselho de administração da Portugal Telecom (PT) [PTC] aprovou na segunda-feira as bases de uma proposta para a aquisição da Telemar, a maior operadora de telecomunicações do Brasil, que é particularmente forte na rede fixa e cujo valor de mercado equivalia, a preços de ontem, a quase 7 mil milhões de euros.

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Para os analistas do BPI, esta notícia tem "um impacto potencialmente positivo em termos estratégicos" para a Portugal Telecom [PTC], embora esteja "altamente dependente do preço a pagar para conseguir uma posição de controlo".

A mesma fonte adianta que esta possibilidade da PT avançar para a Telemar não é nova, reflectindo "o desejo da PT de resolver o desalinhamento estratégico com a Telefónica".

O BPI assinala que outros rumores de mercado apontam para o interesse da PT na Brasil Telecom e na TIM Brasil e considera que esta última opção, "no cenário da PT sair da Vivo e da empresa estar à venda".

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Explica que a "TIM Brasil é uma empresa puramente do segmento móvel e no segundo lugar do ‘ranking’, com uma relativa boa ‘performance’ operacional".

Segundo o BPI, a Telemar tem perto de 40% de quota de mercado nas telecomunicações fixas brasileiras e 13% no móvel. A Brasil Telecom tem menos de 25% no fixo e apenas 3,6% móvel.

No segmento fixo está ainda a Telefónica, com uma quota de mercado de 35%. A Vivo controla 28% do mercado móvel, surgindo depois a TIM (26%) e a Claro (24%).

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As acções da Portugal Telecom seguem inalteradas nos 10,17 euros.

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