Crise está a "reduzir a predisposição dos investidores para assumirem riscos"
A crise, e as notícias que se dão sobre a crise estão a ter impacto na predisposição dos investidores para assumirem riscos, diz Nuno Serafim. E isso explica o porquê das operações da IG Markets em Portugal e Espanha estarem a ter “um crescimento menor do que no resto da Europa”.
“O padrão de crescimento da IG Markets no Sul da Europa é o mais fraco da Europa”, reconheceu o director-geral para a Península Ibérica da IG Markets. “A média das transacções era de 15 a 20 mil euros. Agora é cerca de metade. É um impacto directo das más notícias que são reveladas diariamente”.
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Ainda assim, o negócio cresce. Após dois anos de actividade em Portugal, e tendo já um escritório nas Amoreiras, a IG Markets conseguiu conquistar mais de 350 investidores, sendo que “85% das receitas vêm de investidores de retalho, e o restante dos institucionais”.
A IG Markets, especializada em Contracts for Difference (CFD’s) – instrumentos financeiros alavancados – diz que este é um mercado de nicho em Portugal, mas que está a despertar grande interesse por parte de outros “players”. Recentemente entrou no mercado a XTB.
O surgimento de outras plataformas “cria mercado”, diz Nuno Serafim, sublinhando que tal como a IG Markets, também estes concorrentes têm estado a apostar na formação dos investidores. “Quanto mais conhecedores forem, mais irão investir. Depois de compararem os produtos, verão que o nosso é melhor”.
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