Petróleo afunda 13% e futuros de ações de Wall Street aceleram cerca de 2% após anúncio de cessar-fogo
Gasolina nos EUA já ronda 4 dólares por cada 3,78 litros
Europa inverte tendência e fecha com perdas em toda a linha. Universal Music dispara 11%
Juros registam fortes agravamentos na Zona Euro com expectativas de subida dos juros
Dólar perde terreno contra euro e libra. "Traders" cautelosos antes de prazo para reabertura de Ormuz
Ouro avança ligeiramente. Dólar mais fraco e compras da China impulsionam metal
Petróleo e gás valorizam com ataques a infraestruturas energéticas no golfo Pérsico
Wall Street negoceia com perdas. Prazo de Trump aproxima-se e investidores receiam escalada
Europa ignora Médio Oriente e avança com todas as praças pintadas de verde
Juros agravam-se na Zona Euro com a subida dos preços do petróleo
Dólar estável à espera da resposta do Irão às ameaças dos EUA
Ouro inalterado com investidores à espera do fim do prazo de Trump
Petróleo volta a ultrapassar os 110 dólares após Trump ameaçar obliterar Irão
Prazo dado por Trump ao Irão aproxima-se e deixa Europa e Ásia sem rumo
Petróleo afunda 13% e futuros de ações de Wall Street aceleram cerca de 2% após anúncio de cessar-fogo
Os futuros do petróleo afundavam na madrugada desta quarta-feira, depois de Irão e EUA terem chegado a um acordo de cessar-fogo de duas semanas, que prevê o desbloqueio do estreito de Ormuz.
Cerca de duas horas após o anúncio de Donald Trump de que aceitaria o acordo proposto pelo Paquistão, o Brent – de referência para a Europa – afundava 13,17% para 94,87 dólares, enquanto o WTI - "benchmark" para os EUA - recuava 13,82% para 87,22 dólares. Desde o início do conflito no Médio Oriente, as cotações do petróleo chegaram a subir mais de 50%.
O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão confirmou a reabertura do estreito de Ormuz caso não haja novos ataques ao país, embora a navegação no estreito – por onde passa cerca de 20% da oferta global de crude – tenha de ser coordenada com as forças armadas iranianas e sujeita a constrangimentos técnicos.
Já os futuros das ações norte-americanas disparavam após o entendimento, com o abrangente S&P 500 a somar 2,15%, o industrial Dow Jones a ganhar 1,93% e o tecnológico Nasdaq a acelerar 2,84%, apontando para uma abertura em alta acentuada em Wall Street.
Gasolina nos EUA já ronda 4 dólares por cada 3,78 litros
O preço médio da gasolina nos Estados Unidos continua a subir, devido à guerra no Médio Oriente, e nesta terça-feira aumentou para 4,14 dólares (3,58 euros) por galão (que é o equivalente a 3,78 litros). No estado da Califórnia chegou mesmo a roçar os 6 dólares (5,19 euros), o que não acontecia desde 2022 – ano em que a Rússia invadiu a Ucrânia, fazendo disparar os preços do petróleo.
Segundo dados da Associação Automóvel Americana (AAA), a média nacional situou-se hoje nos 4,14 dólares, o que corresponde a um aumento de aproximadamente 35% desde o início do conflito, desencadeado a 28 de fevereiro com os ataques concertados dos EUA e de Israel contra o Irão.
Europa inverte tendência e fecha com perdas em toda a linha. Universal Music dispara 11%
Os principais índices europeus fecharam a sessão desta terça-feira com perdas em toda a linha, à medida que se intensificam os ataques militares no Médio Oriente e se aproxima o prazo limite dado por Donald Trump para o Irão reabrir o estreito de Ormuz e chegar a um acordo de cessar-fogo com os Estados Unidos (EUA).
O índice Stoxx 600 – de referência para a Europa – caiu 1,01%, para os 590,59 pontos.
Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX perdeu 1,06%, o espanhol IBEX 35 recuou 0,64%, o italiano FTSEMIB desvalorizou 0,47%, o francês CAC-40 caiu 0,67%, ao passo que o neerlandês AEX cedeu 0,41% e o britânico FTSE 100 registou perdas de 0,84%.
No que toca à política monetária, muitos investidores continuam a temer que o Banco Central Europeu (BCE) tenha de aumentar as taxas de juro para combater uma subida da inflação. Nesta linha, o membro do conselho de governadores do banco central Pierre Wunsch disse que são possíveis vários aumentos dos juros por parte da autoridade de política monetária se a guerra se prolongar, não tendo descartado a hipótese de o primeiro aumento se materializar já na reunião deste mês do BCE.
Já no que toca à escalada do conflito no Médio Oriente, “os mercados simplesmente não conseguem olhar para além da próxima publicação de Trump nas redes sociais, o que torna a vida dos investidores incrivelmente difícil”, disse à Bloomberg Joachim Klement, da Panmure Liberum. Se o acordo entre EUA e Irão não se concretizar, poderemos assistir a “uma fase final de capitulação em baixa nos mercados acionistas europeus, que até agora ainda não se verificou nesta correção”, acrescentou o especialista.
Quanto aos setores, o dos media (+3,69%) registou o maior salto, impulsionado pela valorização de mais de 11% da Universal Music Group, depois de a Pershing Square ter apresentado uma proposta para adquirir a empresa. Em cima da mesa, de acordo com a CNBC, está um negócio avaliado em 55,8 mil milhões de euros. Por outro lado, o setor tecnológico (-1,90%) foi dos mais pressionados, com ASML Holding a desvalorizar mais de 4% depois de legisladores norte-americanos terem proposto restrições mais rigorosas às exportações de ferramentas de fabrico de chips para a China.
Entre outros movimentos do mercado, a Leonardo tombou mais de 8% com notícias de que deverá ser nomeado um novo CEO para liderar a gigante italiana da defesa ainda esta semana.
Juros registam fortes agravamentos na Zona Euro com expectativas de subida dos juros
Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro encerraram a sessão com agravamentos em toda a linha, depois de o Presidente Trump ter reiterado a sua ameaça de avançar com uma nova e vasta campanha de bombardeamentos contra o Irão caso o país não reabra o estreito de Ormuz no prazo imposto pela Administração dos EUA, fator que impulsionou os preços da energia e está a levar a novas apostas de subidas de juros. Os “swaps” apontam agora para a possibilidade de o Banco Central Europeu (BCE) avançar com subidas de 82 pontos-base até ao final do ano, ao passo que se espera que o Banco de Inglaterra aumente as taxas diretoras em 62 pontos-base.
Nesta medida, os juros da dívida portuguesa, com maturidade a dez anos, agravam-se em 9,8 pontos-base, para 3,507%. Em Espanha, a "yield" da dívida com a mesma maturidade seguiu a mesma tendência e subiu 9,5 pontos, para 3,565%.
Já os juros da dívida soberana italiana escalaram 11,6 pontos, para 3,694%. Por sua vez, a rendibilidade da dívida francesa agravou-se em 10 pontos, para 3,777%, ao passo que os juros das "bunds" alemãs, referência para a região, subiram 9,1 pontos, para os 3,081%.
Já fora da Zona Euro, os juros das “gilts” britânicas, também a dez anos, avançaram 7,1 pontos-base, para os 4,899%.
Dólar perde terreno contra euro e libra. "Traders" cautelosos antes de prazo para reabertura de Ormuz
O dólar está a registar perdas na tarde desta terça-feira, ainda que continue a negociar perto de máximos de 11 meses, com os “traders” a adotarem uma postura de cautela antes do prazo-limite imposto pelos Estados Unidos (EUA) para que o Irão reabra o estreito de Ormuz e chegue a um entendimento com Washington.
O índice do dólar - que mede a força da “nota verde” face às principais concorrentes – recua 0,15%, para os 99,832 pontos, depois de na semana passada ter atingido os 100,64, valor mais alto desde maio de 2025.
Ainda pelos EUA, os “traders” aguardam agora pela ata da reunião do Comité Federal de Mercado Aberto (FOMC) da Reserva Federal, realizada em março. As minutas deste encontro serão divulgadas na quarta-feira e deverão fornecer indicações sobre as perspetivas futuras de política monetária.
Face ao iene, o dólar avança 0,16%, para os 159,940 ienes.
Já pela Europa, o euro ganha 0,30%, para os 1,157 dólares, depois de responsáveis do Banco Central Europeu (BCE) terem reiterado que o banco central poderá agir para conter a subida da inflação. Dimitar Radev, governador do banco central da Bulgária, afirmou que o BCE deve estar preparado para aumentar as taxas rapidamente caso surjam sinais de pressões persistentes sobre os preços, ao passo que o presidente do banco central belga, Pierre Wunsch, afirmou que não se pode excluir uma restrição da política monetária já em abril. Ainda pelo Velho Continente, a libra valoriza 0,07%, para os 1,324 dólares.
Ouro avança ligeiramente. Dólar mais fraco e compras da China impulsionam metal
Os preços do ouro estão a avançar ligeiramente na sessão desta terça-feira, já depois de terem registado perdas, com compras do metal amarelo por parte da China e uma desvalorização do dólar a impulsionar o apetite dos “traders”, enquanto seguem de perto a guerra no Médio Oriente.
A esta hora, o ouro soma 0,08%, para os 4.652,640 dólares por onça. No que toca à prata, o metal precioso cede 2,39%, para os 71,081 dólares por onça.
Dados vindos da China revelaram que o banco central do país comprou em março a maior quantidade de ouro em mais de um ano, aumentando as suas reservas pelo 17.º mês consecutivo. A par disso, também um enfraquecimento do dólar impulsiona o ouro, uma vez que torna o metal mais barato para detentores de outras divisas.
Os investidores estão também a seguir de perto os desenvolvimentos no Médio Oriente. O Presidente dos EUA, Donald Trump, estabeleceu um prazo até à uma da madrugada de quarta-feira, hora de Lisboa, para chegar a um acordo com Teerão ou começar a atacar centrais elétricas e pontes do país.
O ouro já caiu cerca de 11% desde que o conflito no Médio Oriente começou no final de fevereiro, devido, também, à necessidade de os investidores liquidarem posições para cobrir perdas noutros setores.
Petróleo e gás valorizam com ataques a infraestruturas energéticas no golfo Pérsico
Os preços do petróleo estão a negociar com valorizações nesta tarde, à medida que se aproxima o prazo limite dado por Washington para que o Irão reabra o estreito de Ormuz.
O Brent – de referência para a Europa – soma 0,52%, para os 110,38 dólares por barril. Já o West texas Intermediate (WTI) – de referência para os EUA – pula 3,10% para os 115,89 dólares por barril.
Donald Trump intensificou as suas ameaças contra Teerão e afirmou mesmo que “uma civilização inteira morrerá esta noite” se não se chegar a um acordo entre as duas partes. O vice-presidente dos Estados Unidos (EUA), J.D Vance, por sua vez, disse que os EUA estão confiantes de que o Irão vai responder à proposta de cessar-fogo norte-americana.
A par de uma crescente incerteza e de perspetivas de escalada da guerra no Médio Oriente, também ataques norte-americanos contra mais de 50 alvos militares na ilha de Kharg – o principa terminal de exportação de crude do Irão - estão a impulsionar os preços do “ouro negro”. A informação foi avançada pelo Wall Street Journal, citando dois dirigentes norte-americanos.
Nesta linha, o Irão ameaçou iniciar ataques a complexos energéticos por toda a região caso os EUA e Israel visassem infraestruturas deste tipo no território do país — uma medida que poderá aumentar a escassez global de combustível e agravar os danos sentidos na economia mundial.
Desde o início da guerra, a 28 de fevereiro, que os mercados petrolíferos têm estado extremamente voláteis. Um indicador da volatilidade do Brent registou no mês passado a sua média mensal mais elevada desde 2015, e as oscilações diárias de preço têm sido, em média, superiores a 9 dólares desde o início da guerra, as mais expressivas sentidas em vários anos, segundo dados compilados pela Bloomberg.
“Ou temos uma trégua frágil — sem guerra no terreno, escalada controlada, recuperação gradual da oferta — ou um conflito prolongado com tropas no terreno e prémios de risco estruturalmente mais elevados, à medida que os países respondem com um armazenamento extremo [de crude]”, escreveram numa nota à agência de notícias financeiras analistas do Société Générale.
Noutras matérias-primas, também o gás natural negociado na Europa está a avançar. O preço do gás negociado no TTF – “hub” de Amesterdão – sobe agora 5,33%, para os 52,71 euros por megawatt-hora.
Wall Street negoceia com perdas. Prazo de Trump aproxima-se e investidores receiam escalada
Os principais índices norte-americanos negoceiam com perdas em toda a linha, com o sentimento dos investidores a ser pressionado por uma subida dos preços do crude e pelas ameaças de uma intensificação dos ataques norte-americanos contra o Irão.
O “benchmark” S&P 500 recua 0,44%, para os 6.582,87 pontos. Já o Nasdaq Composite cede 0,56%, para os 21.874,11 pontos. O Dow Jones, por sua vez, desvaloriza 0,44% para os 46.466,34 pontos.
O prazo-limite estabelecido pelo Presidente norte-americano para que se chegue a um acordo de cessar-fogo está a aproximar-se. E as ameaças de Trump, que advertiu que “uma civilização inteira morrerá esta noite” se não for alcançado um entendimento, estão a levar a perdas entre os ativos de risco.
“Dado o nível de incerteza, é realmente difícil ter qualquer convicção quanto aos movimentos do mercado a curto prazo”, disse à Bloomberg Leonie MacCann, da Keyridge Asset Management. “Não estamos a tentar negociar com base no conflito — porque acabamos por ficar à mercê das oscilações”, acrescentou.
Por outro lado, Israel afirmou ter concluído dezenas de ataques a infraestruturas no Irão, enquanto a Axios noticiou que os EUA realizaram ataques a alvos militares na ilha de Kharg — um ponto-chave para o transporte de petróleo.
As ameaças de um lado e do outro estão a levar a preocupações de que uma escalada da guerra se poderá materializar, já que o Irão continua a rejeitar publicamente o plano enviado pelos Estados Unidos (EUA) para que seja alcançado um cessar-fogo. Donald Trump deu ao Governo do Irão um prazo para reabrir o estreito de Ormuz à navegação que termina à uma da madrugada, hora de Portugal. Caso isso não aconteça, o líder dos EUA promete atacar o Irão com ainda mais intensidade.
Quanto aos movimentos do mercado, a Broadcom está a ganhar mais de 3%, depois de a fabricante de chips ter anunciado que assinou um contrato para desenvolver e fornecer chips de inteligência artificial (IA) personalizados à Google até 2031.
Já entre as "big tech”, a Nvidia desliza 0,87%, a Apple perde 2,27%, a Alphabet valoriza 0,31% e a Amazon recua 0,85%, a Microsoft cede 0,56% e a Meta cai 0,69%.
Europa ignora Médio Oriente e avança com todas as praças pintadas de verde
As principais praças europeias ainda arrancaram a sessão desta terça-feira divididos entre ganhos e perdas, mas entretanto já conseguiram recuperar o otimismo e estão agora a negociar todas no verde. Isto acontece apesar do prazo estabelecido por Donald Trump, Presidente dos EUA, para o Irão reabrir o estreito de Ormuz estar a apenas algumas horas de terminar, podendo culminar numa grande escalada do conflito caso o regime iraniano opte por não permitir a livre circulação por esta via marítima.
A esta hora, o Stoxx 600 - "benchmark" para a negociação europeia - avança 0,68% para 600,69 pontos, conseguindo voltar a negociar acima da marca dos 600 pontos pela primeira vez desde meados do mês passado. O setor tecnológico regista um dos piores desempenhos esta manhã, pressionado pela grande queda da neerlandesa ASML em bolsa - que chegou a afundar cerca de 4%, depois de os EUA terem proposto uma lei que visa reforçar as restrições à exportação de equipamentos para a produção de chips para a China.
Já o setor energético é um dos que mais ganha esta terça-feira, beneficiando de uma nova escalada dos preços do petróleo que levou o barril de referência para a Europa - o Brent - a negociar acima dos 110 dólares. Apesar de Trump ter voltado a reiterar as ameaças ao Irão na segunda-feira, os dois países parecem estar a conseguir fazer algumas aproximações para porem fim ao conflito que já dura há seis semanas.
"Os mercados simplesmente não conseguem antecipar o futuro para além da próxima publicação de Trump nas redes sociais, o que torna a vida dos investidores incrivelmente difícil", explica Joachim Klement, diretor de estratégia da Panmure Liberum, à Bloomberg. "Se o acordo não se concretizar, poderemos assistir a uma fase final de capitulação em baixa nos mercados acionistas europeus, que até agora ainda não se verificou nesta correção", acrescentou.
Entre as principais movimentações de mercado, a Universal Music Group dispara 12,69%, depois de a Pershing Square, fundo do investidor norte-americano Bill Ackman, ter avançado com uma oferta de 55,75 mil milhões de euros para adquirir a empresa. O valor avalia cada ação da gigante da música em mais de 30 dólares - bastante acima da cotação de fecho da última sessão, que se ficou pelos 17 dólares.
Quanto aos resultados por praça, o alemão DAX ganha 0,71%, o espanhol IBEX 35 sobe 1,15%, o italiano FTSEMIB valoriza 1,08%, o francês CAC-40 acelera 1,35%, ao passo que o neerlandês AEX recupera 0,94% e o britânico FTSE 100 avança 0,27%.
Juros agravam-se na Zona Euro com a subida dos preços do petróleo
Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro estão a registar agravamentos esta terça-feira, num dia em que o preço do crude de referência para a Europa voltou a ultrapassar os 110 dólares, levando os investidores a ajustarem as suas perspetivas para o número de subidas nas taxas de juro por parte do Banco Central Europeu (BCE).
Os "traders" estão ainda atentos a qualquer desenvolvimento que possa surgir do Médio Oriente, a menos de 24 horas do prazo estabelecido pelo Presidente dos EUA para o Irão reabrir o estreito de Ormuz terminar. Caso o regime iraniano não reponha a livre circulação de embarcações nesta via marítima, Donald Trump prometeu destruir o "país numa noite" - algo que pode acontecer já na próxima madrugada, avisa.
Neste contexto, os juros das "Bunds" alemãs a dez anos, que servem de referência para a Zona Euro, ganham 1,2 pontos base para 3,002%, enquanto a "yield" das obrigações francesas com a mesma maturidade soma 1,2 pontos para 3,689%. Já em Itália, os juros aumentam 1,1 pontos para os 3,858%.
Pela Península Ibérica, registou-se a mesma tendência, com a "yield" das obrigações portuguesas a dez anos a agravar-se 1,1 pontos base para 3,420%. A rendibilidade das obrigações espanholas, por sua vez, agrava-se em 1 ponto para 3,480%.
Fora da Zona Euro, os juros das "Gilts" britânicas, também a dez anos, sobem 1,8 pontos base para 4,846%.
Dólar estável à espera da resposta do Irão às ameaças dos EUA
O dólar está a negociar praticamente inalterado face aos seus principais rivais esta terça-feira, numa altura em que os investidores esperam para saber como é que o Irão vai reagir à ameaça do Presidente norte-americano de destruir o "país numa noite", caso o regime de Mojtaba Khamenei não reabrir o estreito de Ormuz. Em causa estão ataques às infraestruturas energéticas e às pontes iranianas, que podem vir a minar quaisquer negociações para pôr fim ao conflito.
A esta hora, o índice do dólar da Bloomberg - que mede a força da "nota verde" face às suas principais concorrentes - negoceia na linha d'água, com ganhos de apenas 0,03%, após ter registado uma ligeira queda na sessão de segunda-feira. A moeda norte-americana acabou pressionada por uma aparente aproximação de posições entre Teerão e Washington, com a República Islâmica a responder à proposta de cessar-fogo de 45 dias com um plano de dez pontos para pôr fim ao conflito - de forma definitiva.
Donald Trump disse que a proposta não era "suficiente", mas representa "um passo na direção certa". Mesmo assim, o Presidente norte-americano reiterou a mensagem de que os EUA “não podiam deixar o Irão ter uma arma nuclear” e que o Irão "inteiro pode ser destruído apenas numa noite e isso pode acontecer amanhã à noite”, aludindo ao prazo dado para a destruição infraestruturas do Irão, caso o estreito de Ormuz, por onde passa boa parte da oferta de crude mundial, não seja reaberto à navegação, marcado para as 01:00 de quarta-feira (hora de Lisboa).
"Continuamos à espera que o dólar suba devido à aversão ao risco [dos investidores] e aos preços mais elevados da energia", escreveu Steve Englander, diretor de investigação cambial no Standard Chartered, numa nota a que a Bloomberg teve acesso. A "nota verde" tem-se afirmado como o ativo de refúgio predileto dos investidores face à escalada do conflito no Médio Oriente, numa altura em que os investidores antecipam o fim do ciclo de alívio da política monetária por parte da Reserva Federal (Fed) norte-americana.
Neste contexto, o euro negoceia na linha d'água com perdas de 0,02% para 1,1540 dólares, enquanto a libra cede 0,03% para 1,3231 dólares. Já a "nota verde" acelera 0,12% para 159,87 ienes, voltando a aproximar-se da marca dos 160 ienes, considerada pelos mercados como o nível de intervenção das autoridades japonesa.
Mais lidas
O Negócios recomenda