Grupo Finertec compra construtora do Tâmega

O grupo Finertec, antiga participada do grupo Mello, anunciou hoje que tinha comprado 41,43% da Construtora do Tâmega, passando a controlar a gestão da empresa. Segundo apurou o Jornal de Negócios, o valor pago pela aquisição terá sido entre os 25 e os 30
Alexandra Noronha 07 de Setembro de 2007 às 17:14

O grupo Finertec, antiga participada do grupo Mello, anunciou hoje que tinha comprado 41,43% da Construtora do Tâmega, passando a controlar a gestão da empresa. Segundo apurou o Jornal de Negócios, o valor pago pela aquisição terá sido entre os 25 e os 30 milhões de euros e faz parte da estratégia da Finertec para concorrer às grandes obras em Portugal, nomeadamente o novo aeroporto de Lisboa e o TGV.

A construtora do Tâmega obteve, segundo um relatório da associação AECOPS, um volume de negócios de 221,9 milhões de euros em 2005, o que a coloca no nono lugar do "ranking" das empresas de construção nacionais.

PUB

O comunicado do grupo Finertec revela que com a integração da construtora portuguesa, o volume de negócios anual da empresa ascende a cerca de 350 milhões de euros e empregará mais de 2500 trabalhadores. O Jornal de Negócios apurou ainda que será feito um aumento de capital pelos novos accionistas, que querem que a empresa se posicione em todas as grandes obras de infra-estruturas, incluindo estradas e barragens.

O objectivo também será concorrer internacionalmente, principalmente em África, onde a construtora do Tâmega está bem estabelecida. O negócio está a ser  lideradeo pelos responsáveis da Finertec, nomeadamente pelo presidente Alexandre de Lucena e Valle.

Os nome de António de Paiva e Pona, José Manuel Spínola e Luís Filipe Mendes Passadouro, foram cooptados para o Conselho de Administração que será eleito em Assembleia Geral Extraordinária no dia 30 de Outubro.

PUB

O grupo Finertec já tinha interesses nas áreas de engenharia e projectos, manutenção e fiscalização de obras e metalomecânica e energia, com as empresas Engimais, SMM e Finertec Energia. A empresa, que foi vendida pelo grupo Mello a quatro accionistas distintos actua principalmente nos mercados internacionais.

Pub
Pub
Pub