Rio Tinto já não quer fusão com Glencore e deixa para trás criação da maior mineira do mundo
A mineira anglo-australiana Rio Tinto abandonou as suas pretensões de adquirir a rival anglo-suíça Glencore, um negócio que iria criar a maior empresa do setor, depois de as duas partes não terem conseguido chegar a um acordo sobre a avaliação desta última. A Bloomberg já tinha noticiado que o negócio não iria chegar a bom porto e, de acordo com as regras da concorrência britânicas, a gigante do setor não vai poder abordar novamente a sua rival nos próximos seis meses.
As negociações oficiais para a Rio Tinto adquirir a Glencore começaram apenas no arranque deste ano, mas a ideia de as duas mineiras se fundirem já existe desde 2008 - quando o impacto da crise financeira global colocou empresas por todo o mundo numa situação delicada. Em 2014 as conversas foram retomadas, mas acabaram por cair por terra quando a Rio Tinto rejeitou uma oferta informal da rival.
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Um possível negócio voltou a estar em cima da mesa dez anos depois, em 2024, mas as negociações falharam devido à hesitação da anglo-australiana em pagar um grande prémio e as formas de gestão díspares. O aperto de mão esteve quase a ser dado, mas as duas empresas continuaram em desacordo sobre a avaliação dos negócios de mineração e comercialização da Glencore.
A Glencore alega agora que os termos "subestimavam significativamente" o valor da empresa e não refletiam o valor do negócio de cobre, numa nota citada pela Bloomberg.
Em bolsa, os efeitos já se fazem sentir: o grupo Rio Tinto cede 1,44% e a Glencore tomba 8,43%.
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