Dados do trabalho nos EUA atiram Europa para quedas avultadas. Banca pressiona
Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta quinta-feira.
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Dados do trabalho nos EUA atiram Europa para quedas avultadas. Banca pressiona
As bolsas europeias estão mergulhadas no vermelho, isto depois de os dados do mercado de trabalho nos EUA terem colocado pressão deste lado do Atlântico e terem adensado o sentimento negativo.
O índice de referência do bloco ampliou as perdas depois de um relatório privado mostrar que as empresas norte-americanas anunciaram o maior número de cortes de emprego em janeiro desde 2009, de acordo com os dados da Challenger, Gray & Christmas Inc. Outros dados revelaram que os pedidos por subsídio-desemprego nos EUA aumentaram mais do que o previsto na semana passada.
O índice de referência para o bloco, o Stoxx 600, tombou 1,05% para 611,65 pontos, pressionado sobretudo pelos setores da banca e dos recursos básicos, que cederam ambos mais de 3%.
Foi também dia de política monetária na Europa. O Banco Central Europeu e o Banco de Inglaterra optaram por deixar as taxas de juro inalteradas. A entidade monetária liderada por Christine Lagarde deu, ainda assim, poucas pistas sobre os próximos passos. Já a votação no BoE foi renhida, com apenas um voto a fazer a diferença para a decisão. Os investidores acreditam que na próxima reunião, em março, que vá haver um corte.
Entre os principais movimentos de mercado, a Novo Nordisk caiu 7,88% depois de se saber que uma concorrente norte-americana Hims & Hers Health está a planear disponibilizar versões mais baratas do seu novo medicamento para emagrecer, o Wegovy.
A Glencore cedeu 8,65%, a maior queda desde abril, depois de a Rio Tinto ter abandonado as negociações de fusão. A última empresa perdeu 1,44%.
A Rheinmetall desvalorizou 6,5% após uma vídeo-chamada com analistas, que gerou expectativas de descida das estimativas para a empresa de defesa. Na banca, o BBVA registou a maior queda em 10 meses com um tombo de 8,8%, depois de ter reportado maiores provisões em mercados importantes, como a Turquia e o México.
As ações da Vestas Wind Systems caíram 8,7% devido a uma previsão de receitas de serviços abaixo do esperado.
Já a Vodafone perdeu 5% , uma vez que cresceu menos do que o previsto na Alemanha, o seu maior mercado, contrariando as expectativas de um crescimento mais forte após a aquisição da 1&1.
Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX caiu 0,46%, o espanhol IBEX 35 mergulhou 1,97%, o italiano FTSEMIB desvalorizou 1,75%, o francês CAC-40 cedeu 0,29%, ao passo que o britânico FTSE 100 registou uma queda de 0,9%, sendo que o neerlandês AEX recuou 0,52%.
Juros da dívida da Zona Euro aliviam com juros inalterados. "Yield" das Gilts sobe
Os juros da dívida soberana dos países da Zona Euro registaram alívios, no dia em que o Banco Central Europeu manteve as taxas de juro inalteradas pela quinta vez consecutiva e ofereceu pistas limitadas sobre a trajetória da política monetária para o futuro.
A "yield" das "Bunds" alemãs a dez anos, que servem de referência para a região, caiu 1,7 pontos-base para 2,841%, enquanto os juros das obrigações francesas com a mesma maturidade desceram 0,2 pontos-base para 3,444%. Por Itália, os juros das obrigações a dez anos ficaram inalterados em 3,467%.
Pela Península Ibérica, a "yield" da dívida portuguesa na maturidade de referência recuou 1 ponto-base para 3,201% e aproxima-se dos juros das obrigações espanholas a dez anos, que aliviaram 0,9 pontos para 3,219%.
Fora da Zona Euro, os juros das "Gilts" britânicas a dez anos contrariaram a tendência, ao agravarem-se em 1,3 pontos-base para 4,558%, isto depois de o Banco de Inglaterra ter decidido deixar os juros inalterados. No entanto, o governador do Banco de Inglaterra, Andrew Bailey, endossou os mercados ao apostar numa probabilidade de 50% de um corte nas taxas de juro em março.
Dados do emprego reduzem ganhos do dólar. Euro inalterado com BCE
O dólar norte-americano reduziu os ganhos depois de terem sido revelados novos dados sobre o mercado laboral da maior economia do mundo.
Um relatório da Challenger, Gray & Christmas mostrou que as empresas norte-americanas anunciaram, em janeiro, o maior número mensal de cortes de postos de trabalho (108.435) desde 2009, a crise financeira global. Outros dados revelam que os pedidos por subsídios de desemprego subiram mais do que o esperado na última semana de janeiro.
O Banco Central Europeu manteve a taxa de juro diretora em 2%, deixando o euro praticamente inalterado, já que a decisão não surpreendeu o mercado. Já o Banco de Inglaterra - que também reuniu hoje - adotou uma postura mais "dovish" levando os investidores a acelerar as apostas em cortes de juros no Reino Unido, estendendo as quedas da libra.
O euro cede 0,04% para 1,18 dólares, enquanto a nota verde sobe 0,04% para 156,92 ienes. O índice do dólar DXY avança 0,16% para 97,77 pontos. A libra cai 0,78% para 1,3548 dólares e o euro sobe 0,75% para 0,871 libras.
No Reino Unido, as tensões sobem. O primeiro-ministro Keir Starmer enfrenta cada vez mais pressão e escrutínio pela decisão de nomear Peter Mandelson como embaixador do país nos EUA, após se ter ficado a conhecer da ligação de Mandelson com Jeffrey Epstein.
Prata em queda livre à procura de catalisador
A prata está a registar quedas avultadas, anulando a subida dos últimos dois dias, enquanto o metal branco procura um catalisador após uma queda histórica no mercado. Segundo a Bloomberg, os índices de volatilidade histórica dispararam e o mercado não via tanta turbulência desde 1980.
A prata chegou a cair esta tarde 18% para menos de 73 dólares por onça, com a queda a começar durante a sessão de sessão asiática. A esta hora, tomba 13,16% para 76,5687 dólares por onça.
De acordo com o CEO da Metals Daily, Ross Norman, a volatilidade que se tem assistido nos metais preciosos "tornou-se autossustentável, desligada do mercado real e dos seus fatores determinantes".
Já o ouro cede 1,3% para 64,66 dólares por onça, depois de já ter cedido 3,5%. Os analistas acreditam que os níveis de volatilidade vão continuar elevados, e que o maior afetado continuará a ser a prata, devido ao menor tamanho no mercado.
Petróleo afunda com oficialização de encontro entre EUA e Irão
Os preços do petróleo estão a descer mais de 3%, isto depois de o Irão confirmar de que vai mesmo sentar-se à mesa das negociações com os EUA, aliviando o risco, pelo menos imediato, de ataques militares contra um dos maiores produtores de petróleo do mundo. O encontro terá lugar esta sexta-feira em Omã.
O West Texas Intermediate (WTI) – de referência para os EUA – desvaloriza 2,30%, para os 63,64 dólares por barril, enquanto o Brent – de referência para o continente europeu – cai 2,35% para os 67,85 dólares por barril.
Os termos de um acordo entre as duas partes ainda são muito incertos. Questiona-se ainda se, de facto, os EUA e o Irão conseguem ultrapassar as diferenças numa altura de grande tensão geopolítica.
"Vemos que, de facto, há um pouco de excesso de oferta neste momento, mas diria que está a ser equilibrado com a significativa incerteza que estamos a ver por causa dos desafios geopolíticos", disse Wael Sawan, diretor executivo da Shell Plc, em entrevista à Bloomberg TV. "Há um prémio associado a esta incerteza e volatilidade", acrescentou.
As quedas dos contratos de futuros aumentaram depois de terem sido publicados novos dados do emprego nos EUA, que dão conta do maior número de despedimentos desde 2009 no mês de janeiro, o que também tem feito soar os alarmes entre os investidores, que receiam que esteja curso uma desaceleração económica.
Wall Street mergulha no vermelho arrastado por tecnológicas e dados do emprego. Alphabet cai 6%
As bolsas norte-americanas arrancaram a sessão em terreno negativo, enquanto os investidores adotam uma postura de aversão ao risco e continuam a afastar-se das ações de tecnologia, ao mesmo tempo que um relatório sobre o mercado laboral da maior economia do mundo voltou a trazer preocupações com a saúde dos EUA.
Um relatório da Challenger, Gray & Christmas mostrou que as empresas norte-americanas anunciaram, em janeiro, o maior número mensal de cortes de postos de trabalho (108.435) desde 2009, a crise financeira global. Outros dados revelam que os pedidos por subsídios de desemprego subiram mais do que o esperado na última semana de janeiro.
Neste contexto, o S&P 500 perde 1,03% para 6.811,77 pontos, enquanto o tecnológico Nasdaq Composite cede 1,51% para 22.558,65 pontos e o industrial Dow Jones recua 0,47% para 49.209,53 pontos.
“Os dados fracos sobre o mercado de trabalho são a expressão mais clara que temos da economia em forma de K [uma recuperação económica divergente, onde diferentes grupos experimentam resultados opostos]”, disse Joachim Klement, chefe de estratégia da Panmure Liberum, à Bloomberg. “Enquanto o setor da tecnologia está em expansão, o restante sofre com tarifas mais altas e falta de procura, o que cria um cenário aparentemente contraditório, onde o crescimento do PIB é sólido, mas o mercado de trabalho está fraco", explicou.
Esta quinta-feira, os investidores avaliam se a fuga do setor de tecnologia foi excessiva, impulsionada por preocupações com a disrupção causada pela inteligência artificial, avaliações elevadas e grandes investimentos de capital.
Esta quarta-feira, a dona da Google apresentou contas trimestrais ao mercado. A previsão de gastos acima da média impulsionou as ações ligadas à infraestrutura de IA, como a Broadcom, que avança 1%, mas assustou os investidores da Alphabet, que está a cair 6,7%. No dia em que dá a conhecer ao mercado os resultados do último trimestre, a Amazon desce 3,5%.
A Qualcomm tomba 9% após ter divulgado uma previsão mais fraca do que o esperado, devido à escassez de memória, que afetou negativamente as previsões feitas.
A Estée Lauder recua 16,75% depois do reporte dos resultados financeiros do segundo trimestre. As receitas, de 4,23 mil milhões de dólares, ficaram em linha com as expectativas.
Euribor desce a três e a 12 meses e sobe a seis meses para máximo desde maio
A taxa Euribor desceu esta quinta-feira a três e a 12 meses face a quarta-feira e subiu a seis meses para um máximo desde maio de 2025.
Com estas alterações, a taxa a três meses, que recuou para 2,020%, continuou abaixo das taxas a seis (2,172%) e a 12 meses (2,225%).
A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, subiu, ao ser fixada em 2,172%, mais 0,001 pontos do que na quarta-feira e um novo máximo desde maio do ano passado.
Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a dezembro indicam que a Euribor a seis meses representava 38,77% do 'stock' de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.
Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,85% e 25,09%, respetivamente.
Em sentido contrário, no prazo de 12 meses, a taxa Euribor desceu, para 2,225%, menos 0,009 pontos do que na sessão anterior.
A Euribor a três meses também baixou, ao ser fixada em 2,020%, menos 0,020 pontos do que na quarta-feira.
Europa no vermelho sob pressão das mineiras. Rheinmetall afunda quase 8%
Os principais índices europeus estão a negociar maioritariamente no vermelho, com os investidores a avaliarem a mais recente fornada de resultados trimestrais da região e à espera da decisão de politica monetária do Banco Central Europeu (BCE). Espera-se que a autoridade deixe as taxas de juro inalteradas, mas, mais do que uma mexida ou não nos juros, as atenções estão viradas para as palavras de Christine Lagarde, presidente do BCE, após a reunião, com o mercado à procura de pista sobre o que o banco central fará face a um euro bastante reforçado.
A esta hora, o Stoxx 600, "benchmark" para a negociação europeia, recua 0,43% para 615,48 pontos, pressionado por uma queda acentuada do setor mineiro, num dia em que a prata chegou a cair quase 17%. Já o setor tecnológico está a liderar os ganhos esta manhã, recuperando do "sell-off" dos últimos dias e ignorando as preocupações que se fizeram sentir na Ásia devido aos resultados de várias empresas - em particular da Alphabet, que surpreendeu os investidores com o nível de gastos planeados para 2026.
A época de resultados está a deixar as praças europeias sob pressão. Apesar de ter atingido máximos históricos esta semana, o Stoxx 600 tem tido dificuldade em manter a euforia, numa altura em que as tensões geopolíticas mundiais têm avançado e recuado e renovam-se as preocupações em torno de uma possível "bolha" de inteligência artificial (IA) nos mercados - e em relação ao impacto desta tecnologia nos modelos de negócio mais tradicionais.
"A Europa tem sido tão pouco apreciada há tanto tempo, com exceção de 2025. No entanto, não creio que mesmo que o mais recente 'sell-off' vá impulsionar uma rotação mais significativa, considerando que a nomeação da Reserva Federal acabou por ser melhor do que o esperado e que os receios relativos às tarifas estão praticamente ultrapassados", explica Andrea Gabellone, diretor de ações globais da KBC Securities, à Bloomberg.
Entre as principais movimentações de mercado, a Maersk cai 5,69% após a gigante dinamarquesa de contentores ter anunciado que vai adotar uma política de contenção de custos, face à deterioração das taxas de frete devido à reabertura do Mar Vermelho. Por sua vez, a Rheinmetall afunda quase 8%, depois de uma "call" com analistas ter levado os investidores a anteciparem revisões em baixa dos resultados.
Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX recua 0,37%, o espanhol IBEX 35 cai 1,13%, enquanto o francês CAC-40 cede 0,09%, o italiano FTSEMIB desvaloriza 0,36% e o britânico FTSE 100 regista perdas de 0,43%. Já o neerlandês AEX acelera 0,29%.
Juros agravam-se na Zona Euro e no Reino Unido à espera dos bancos centrais
Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro estão a registar ligeiros agravamentos esta quinta-feira, um movimento seguido pela "yield" das obrigações britânicas, num dia em que tanto o Banco Central Europeu (BCE) como o Banco de Inglaterra vão reunir para decidir o que fazer às taxas de juro. Enquanto o último deverá focar-se na inflação, que continua bastante acima da meta de 2%, o primeiro deverá olhar para o mais recente "rally" do euro, numa altura em que os preços já se encontram abaixo do objetivo.
Neste contexto, a "yield" das "Bunds" alemãs a dez anos, que servem de referência para a região, acelera 0,5 pontos-base para 2,863%, enquanto os juros das obrigações francesas com a mesma maturidade crescem 0,7 pontos-base para 3,453%. Por Itália, os juros das obrigações a dez anos agravam-se em 1,5 pontos para 3,482%.
Pela Península Ibérica, a "yield" da dívida portuguesa na maturidade de referência avança 0,5 pontos-base para 3,216%, enquanto as obrigações espanholas a dez anos saltam 0,7 pontos para 3,235%.
Fora da Zona Euro, os juros das "Gilts" britânicas a dez anos seguem a tendência, ao agravarem-se em 1,3 pontos-base para 4,558%, num dia em que o Banco de Inglaterra deve manter as taxas de juro inalteradas.
Euro quase inalterado à espera do BCE. Bitcoin atinge mínimos de novembro de 2024
O euro está a negociar praticamente inalterado face ao dólar esta quinta-feira, num dia em que os investidores aguardam pela decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE) e pelas declarações da sua presidente, Christine Lagarde, numa conferência de imprensa realizada após a reunião. Prevê-se que o banco central mantenha as taxas de juro inalteradas, mas o mais recente "rally" da moeda comum europeia está a deixar os mercados curiosos sobre o que a autoridade monetária vai fazer nos próximos meses.
A esta hora, o euro negoceia na linha d'água, ao ceder apenas 0,02% para 1,1805 dólares. Já a libra cede 0,23% para 1,2623 dólares, em antecipação a uma reunião de política monetária por parte do Banco de Inglaterra. Tal como o seu homólogo para a Zona Euro, espera-se que o banco central mantenha as taxas de juro inalteradas, apesar de a inflação ter acelerado para 3,4% no último mês de 2025.
Já o índice do dólar - que mede a força da moeda face a uma cabaz de divisas concorrentes - conseguiu avançar para máximos de duas semanas, valorizando pelo segundo dia consecutivo. Isto acontece numa altura em que o mercado dos metais preciosos volta a enfrentar grande volatilidade, com os preços da prata a chegarem a cair quase 17%, o que levou alguns investidores a refugiarem-se na "nota verde".
Nos criptoativos, a bitcoin continua em trajetória descendente, tendo atingido mínimos de novembro de 2024 esta quinta-feira. A moeda digital mais famosa do mundo chegou a afundar mais de 3% durante a madrugada, aproximando-se do nível de resistência dos 70 mil dólares e acumulando um saldo negativo este ano de quase 20%. Estas perdas acontecem numa altura em que Michael Burry, investidor conhecido mundialmente por prever a crise do “subprime” nos EUA em 2008, alerta para uma "espiral da morte" em torno da bitcoin que ameaça alastrar-se pelo resto do mercado.
Prata afunda quase 17% e apaga recuperação dos últimos dois dias. Ouro no vermelho
É mais uma sessão de grande volatilidade no mercado dos metais preciosos. A prata chegou a afundar quase 17% esta madrugada, apagando por completo a recuperação dos últimos dois dias, após ter registado a pior sessão da sua história na semana passada. Na altura, as perdas foram causadas pela nomeação de Kevin Warsh como presidente da Reserva Federal (Fed) norte-americana, mas uma enchente de "dip-buyers" (investidores que aproveitam desvalorizações para reforçar posições) levou o metal a voltar a negociar acima dos 90 dólares por onça.
Entretanto, a prata conseguiu reduzir as perdas para quase metade, mas continua a cair 9,16% para 80,10 dólares por onça. A matéria-prima tocou um mínimo de sessão nos 73,57 dólares, arrastando o ouro consigo, numa altura em que as tensões entre EUA e Irão estão a arrefecer e os dois países preparam-se para arrancar negociações na sexta-feira. A esta hora, o ouro perde apenas 0,83% para 4.923 dólares por onça, apesar de ter chegado a cair mais de 3%.
"O sentimento parece ter ficado enfraquecido na maioria das classes de ativos, incluindo nas ações regionais e nos metais", explica Christopher Wong, estratega da Oversea-Chinese Banking Corp, à Bloomberg. Isto terá criado "um ciclo vicioso numa altura de baixa liquidez no mercado", o que tende a levar a movimentações mais exageradas, referiu ainda o analista, que prevê que os preços continuem voláteis no curto prazo.
Os mercados avaliam agora as implicações da escolha de Kevin Warsh para a liderança da Fed. Apesar de advogar por um corte nas taxas de juro, Warsh era o nome mais "hawkish" entre os candidatos finais à presidência do banco central, o que levou os investidores a afastarem-se dos metais preciosos - que tendem a valorizar com uma política monetária mais flexível - e a reforçar a posição do dólar.
No entanto, esta quarta-feira, Donald Trump veio afastar qualquer receio de uma manutenção das taxas de juro no nível atual este ano ou até uma subida nos juros diretores. Em entrevista à NBC News, o Presidente norte-americano afirmou que "não há muitas dúvidas" de que a Fed vai cortar os juros na política monetária, reforçando que não teria escolhido Kevin Warsh caso o mesmo tivesse demonstrado alguma vontade de subir juros.
Petróelo cai quase 2% após Irão confirmar negociações com os EUA
O barril de petróleo está a desvalorizar pela primeira vez em três dias, após o Irão ter confirmado que vai mesmo começar a negociar um acordo com os EUA esta sexta-feira, apaziguando as tensões geopolíticas entre os dois países depois de um drone iraniano ter sido abatido pelos norte-americanos na terça-feira. Os dois países vão encontrar-se no Omã, um país no Médio Oriente que faz fronteira com os Emirados Árabes Unidos.
A esta hora, o West texas Intermediate (WTI) – de referência para os EUA – desvaloriza 1,78%, para os 63,98 dólares por barril, enquanto o Brent – de referência para o continente europeu – cai 1,79% para os 68,22 dólares por barril. Nas duas últimas sessões, o barril de Brent viu o valor aumentar quase 5%, com os investidores a recearem um novo conflito no Médio Oriente que levasse a disrupções no abastecimento de petróleo a nível global.
"Apesar de alguma retórica agressiva [entre EUA e Irão], o mercado parece focado nas negociações previstas para sexta-feira e no potencial para a diplomacia entrar em ação", esclarece Warren Patterson, chefe de estratégia de "commodities" do ING Groep, à Bloomberg. "Mas, claramente, como refletido no recente movimento dos preços, ainda há muita incerteza sobre como tudo isto vai acabar", acrescenta.
Persistem muitas dúvidas sobre que espaço de negociação existe entre os líderes dos dois países. Donald Trump quer que o Irão abandone de imediato as suas pretensões nucleares, mas o regime de Ali Khamenei tem mostrado grande resistência. Numa entrevista à NBC News esta quinta-feira, o Presidente dos EUA endureceu a retórica, ao afirma que o líder iraniano deveria estar "muito preocupado" com o futuro do seu país, que se encontra num "caos".
Olhando para a maior economia do mundo, os "stocks" de crude norte-americanos caíram para o valor mais baixo em um mês, de acordo com dados do Departamento de Energia. No entanto, as expectativas apontavam para um declínio ainda maior nas reservas da matéria-prima, o que está a reforçar as quedas nos preços esta quinta-feira.
Dona da Google reforça receios de "bolha" na IA e atira Ásia e Europa para o vermelho
As principais praças asiáticas foram contagiadas pelo mais recente "sell-off" no setor tecnológico, com os investidores mais uma vez preocupados com os grandes investimentos necessários para alimentar a inteligência artificial (IA). Os receios foram reforçados pelos resultados da Alphabet, depois de a dona da Google ter previsto gastar entre 175 mil milhões a 185 mil milhões em 2026, contra os 119,5 mil milhões esperados pelos analistas, com grande parte do valor a ser canalizado para a IA.
Uma série de resultados desapontantes de gigantes do setor, como é o caso da Qualcomm e da Advanced Micro Devices (AMD), só estão a reforçar a narrativa de que existe uma "bolha" de IA no mercado. As tecnológicas já tinham sido pressionadas na sessão de quarta-feira, quando a Anthropic lançou uma ferramenta de automação para a área jurídica que levou os investidores a recearem que a IA poderia suplantar os mais tradicionais modelos de software.
Neste contexto, o MSCI Asia-Pacific Index - o "benchmark" para a negociação asiática - caiu quase 2% esta quinta-feira, com o sul-coreano Kospi a liderar as perdas regionais, ao ceder 3,9%. O índice foi pressionado pelas quedas acentuadas de empresas como a Samsung e a SK Hynix, que encerraram a sessão a afundar 5,8% e 6,44%, respetivamente.
Pelo Japão, o sentimento manteve-se com o Nikkei 225 a recuar de máximos históricos e a cair 0,88%, com o banco de investimento SoftBank Group - que tem grandes participações numa série de empresas ligadas à IA - a mergulhar mais de 7%. Já na China, as perdas foram mais limitadas, com o Hang Seng, de Hong Kong, e o Shanghai Composite a cederem apenas 0,2% e 0,6%, respetivamente.
"Os mercados asiáticos estão a ser afetados pela onda de vendas que ocorreram durante a noite [de quarta-feira] em Wall Street”, explica Nick Twidale, analista-chefe de mercados da AT Global Markets, à Bloomberg. “Não sei se podemos dizer que o pico das tecnológicas foi atingido, mas acho que há espaço no mercado para mais correções. É a tradicional venda de tecnologia e o retorno a setores mais defensivos", acrescenta.
Na Europa, a negociação de futuros ainda arrancou no verde, mas rapidamente o pessimismo alastrou-se para o continente, que aponta agora para uma abertura em território negativo com o Euro Stoxx a cair 0,1%. As atenções dos investidores vira-se agora para os resultados da Amazon, numa época de resultados que está a ser especialmente difícil para as "Sete Magníficas".
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