SonaeCom diz consolidação no sector «é imperativa e inevitável»

A SonaeCom acredita que a consolidação no sector das telecomunicações «é imperativa e inevitável tanto a nível nacional como internacional». Rui Horta e Costa disse ao Negocios.pt que «não houve, entretanto, contactos entre nós (EDP e SonaeCom)».
Bárbara Leite 01 de Agosto de 2002 às 12:29

A SonaeCom acredita que a consolidação no sector das telecomunicações «é imperativa e inevitável tanto a nível nacional como internacional». Rui Horta e Costa, administrador financeiro da EDP [EDP], disse ao Negocios.pt que «não houve, entretanto, contactos entre nós (EDP e SonaeCom)».

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No relatório de contas do primeiro semestre deste ano, divulgado ontem à noite, a SonaeCom [SNC] reforça a ideia de que continua disponível para avançar para negociações com vista à consolidação com o grupo de telecomunicações liderado pela Electricidade de Portugal (EDP).

«A SonaeCom tomou a iniciativa de procurar oportunidades de alcançar maior escala no mercado português de telecomunicações, o que poderia eventualmente levar à consolidação em Portugal e, futuramente, a nível europeu», adianta em comunicado.

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A operadora de telecomunicações do Grupo Sonae lembrou que apresentou «a 15 de Julho à EDP, como maior accionista da ONI, uma proposta de colaboração mais estreita no sector das comunicações móveis e fixas», que foi rejeitada pela EDP [EDP].

Rui Horta e Costa, administrador financeiro da EDP, disse ao Negocios.pt que «não há base para negociações com a Sonae», visto que a proposta anteriormente apresentada não especifica «modelos de negócio, modelo de governance ou preços».

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«Não houve, entretanto, contactos entre nós», avançou o mesmo responsável.

Horta e Costa sublinhou que «estou aberto a todo o tipo de propostas» desde que «acrescente valor para a empresa».

A proposta da SonaeCom entregue à EDP, no que respeita à área de telecomunicações fixas explicitava alguns termos do processo de fusão, enquanto na área de telecomunicações móveis, onde a SonaeCom controla a Optimus e a ONI garantiu uma licença para operar na terceira geração móvel e autorização para entrar no GPRS, os termos são pouco detalhados.

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A SonaeCom pretendia fundir a Novis com a ONI, na área de telecomunicações fixas, criando uma nova empresa gerida por gestores independentes das duas administrações e, na área móvel, a operadora do grupo Sonae queria que a ONI Way desistisse da licença para entrar no mercado móvel, admitindo comprar activos daquela empresa, não especificando mais pormenores.

A EDP admite mesmo vir a vender o espectro da terceira geração móvel, ou UMTS, da ONI Way aos actuais três operadores de telecomunicações, uma vez que beneficiam por eventualmente não perderem quota de mercado com a entrada do novo operador, acrescentou Horta e Costa ao Negocios.pt.

Em comunicado, a Sonae defende que «continuará a procurar oportunidade de consolidação e/ou aliança que claramente acrescentem valor para os seus futuros accionistas».

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Na semana passada, a imprensa avançava que a Vodafone Telecel [TLE] estaria em negociações para adquirir a Optimus.

As acções da EDP perdiam 1,12% para os 1,77 euros, enquanto a SonaeCom ao cair 0,5% para os 2,01 euros.

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