Trabalhadores da Autoeuropa aprovam pré-acordo laboral
Os trabalhadores da Autoeuropa aprovaram em referendo o pré-acordo entre a Comissão de Trabalhadores e a administração da empresa, que prevê um aumento salarial de pelo menos 100 euros em 2026 e deverá vigorar até 30 de junho do próximo ano.
Na votação, realizada nos dias 6 e 9 de fevereiro, 56% dos trabalhadores votaram a favor e 43,7% votaram contra, num total de 3.828 votantes, refere um comunicado da Comissão de Trabalhadores. A abstenção foi de 20,3%, ou 977 trabalhadores, num universo de 4.805 funcionários.
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"Uma vez aprovado o pré-acordo, a CT está agora mandatada e legitimada para assinar o mesmo de modo à sua rápida aplicação", lê-se no comunicado.
A votação chegou a estar prevista para os dias 5 e 6 deste mês, mas a interrupção dos turnos da noite entre quarta e sexta-feira devido aos problemas com fornecimentos de componentes, provocados pelas tempestades, fez com que o referendo apenas se concluísse esta segunda-feira.
Com o acordo, negociado durante semanas e debatido em plenário, os trabalhadores asseguram um aumento salarial de 2,8% com um mínimo de 50 euros, com efeitos a janeiro, assim como uma subida de 2,5%, com igual mínimo, a outubro de 2026.
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Está previsto também um prémio de 500 euros a pagar no mês seguinte à assinatura do acordo que, segundo a CT, "corresponde a um complemento pela divisão do aumento salarial".
Além disso, o pré-acordo, com vigência de 18 meses, ou seja, menos do que os anteriores, como, aliás, proposto pela administração da Volkswagen, prevê também um prémio de assiduidade de 50 euros por mês de janeiro a junho de 2027, incluindo-se "exceções adicionais ao modelo anterior".
Há também "um aumento do subsídio refeição para 5 euros, atualizando-se também este valor na política de teletrabalho", indica a CT.
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Do pré-acordo consta também uma majoração do prémio de objetivos até 150% do de 2026 e 2027 na sua totalidade, entre outras disposições.
Está prevista também a aplicação de um "modelo mais favorável" no modelo de turnos, a partir de junho, a depender da aprovação dos trabalhadores em referendo a realizar até março.
Relativamente aos dias de não-produção, há "garantia de 'downdays' no turno da noite na segunda-feira a seguir ao domingo de Páscoa (Acordo Base) e nos dias 16 de fevereiro, 30 de outubro e 7 de dezembro de 2026", assim como de "dois 'downdays' individuais em 2027.
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Outros benefícios assegurados incluem a possibilidade de o trabalhador marcar um dia de descanso no seu dia de aniversário, a inclusão no Acordo Base do seguro de saúde para reformados, a abertura de um "plafond" para doenças graves e um aumento do relativo a partos para 700 euros, assim como a garantia de que não serão aumentadas as franquias nem reduzidos os "plafonds" durante a vigência do acordo, ou seja, até 30 de junho de 2027.
A CT indica ainda que no que toca ao Fundo de Pensões, "a empresa passará a contribuir com um máximo de 4% do salário pensionável de todos os trabalhadores, conforme a contribuição de cada um" e que "os 'downdays' positivos de cada ano poderão ser canalizados para o Fundo de Pensões".
Por fim, ficaram também plasmadas no pré-acordo as condições de pagamento em caso da empresa recorrer ao "layoff" que passam por "assegurar o pagamento de 100% do vencimento (salário base e subsídio de turno)".
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E houve ainda compromisso de início de negociações para o próximo acordo em maio de 2027.
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