Vendas de usados em Portugal "ignoram" pandemia e crescem pelo nono mês
Numa altura em que as vendas de automóveis ligeiros de passageiros novos recuam, o mercado de usados em Portugal somou em janeiro o nono mês consecutivo de crescimento em termos homólogos, revela o Observatório Indicata.
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O relatório analisa 12 países - Alemanha, Áustria, Dinamarca, Espanha, França, Holanda, Itália, Polónia, Portugal, Reino Unido, Suécia e Turquia - e Portugal apresenta a segunda maior subida nas vendas de usados, com um crescimento de 12,4%, apenas superado por Itália (19,8%).
No conjunto dos 12 países o mercado de usados sofreu uma quebra de 16,4%, condicionado pelas restrições impostas devido à pandemia. O relatório assinala que "o recolher obrigatório está em vigor em França, Espanha e Itália e o comércio não essencial foi forçado a fechar na Dinamarca, Alemanha, Países Baixos, Reino Unido, e Portugal".
As maiores quebras nas vendas de usados em janeiro foram observadas no Reino Unido (-40,4%), Turquia (-25,1%), Dinamarca (-22,7%) e Alemanha (-17,5%).
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Entre os maiores mercados, além de Itália, França viu as vendas de usados aumentarem 5,1%, enquanto Espanha registou uma descida muito ligeira de 0,1%.
Mercado de usados em Portugal a crescer desde maioO mercado de usados em Portugal registou em janeiro o nono mês consecutivo de aumento homólogo nas vendas, contrastando com as quebras observadas no mercado de automóveis novos.
Tal como sucede na maioria dos países, o mercado de usados continua a ser condicionado pela escassez de oferta, que decorre da quebra nas vendas de veículos novos, o que faz reduzir os automóveis entregues para retoma.
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O crescimento mais expressivo em termos percentuais regista-se nos automóveis elétricos (177%) e híbridos (67%), mas estes veículos partem de uma base muito reduzida em termos de volume.
Na gasolina o crescimento cifrou-se em 36%, enquanto os automóveis a gasóleo registaram uma subida de apenas 1%.
Em termos de idade dos veículos vendidos, os carros com um ano de idade viram as vendas disparar 54% em janeiro. Também com crescimentos expressivos surgem os veículos com seis anos (29%), 10 anos (21%) e cinco anos (20%).
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Já os automóveis com nove e oito anos (-12% e -11%, respetivamente) registam as maiores quebras nas vendas. Seguem-se os carros com menos de um ano (-7%).
No que toca aos preços, a Indicata refere que "o início do ano viu o nosso índice de preços subir em linha com as tendências sazonais habituais, uma vez que os veículos com 3 anos que compõem a nossa amostra são repostos pelas primeiras matrículas de 2018, em comparação com as primeiras matrículas de 2017 rastreadas até ao final de 2020".
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