Grupo Volkswagen quer reduzir 20% dos custos em dois anos. Fecho de fábricas é opção
Diretor executivo e financeiro terão apresentado um plano de poupanças “massivas” numa reunião, em janeiro, entre os principais executivos da empresa alemã. Encerramento de fábricas estará em cima da mesa.
- 5
- ...
O grupo Volkswagen planeia reduzir os custos em 20% até 2028, e a empresa alemã não descarta o encerramento de fábricas para atingir esse objetivo, visto como parte de um esforço para reestruturar a empresa detentora da Audi, Porsche, Seat e outras face à crescente concorrência da China, segundo relatos citados pela publicação alemã Manager Magazin.
O diretor executivo da empresa automóvel alemã, Oliver Blume, e o diretor financeiro, Arno Antlitz, terão apresentado um plano de poupanças “massivas” numa reunião que contou com a participação dos principais executivos da empresa no mês passado, em Berlim.
A reunião não definiu especificamente onde serão feitas estas poupanças e onde será melhorada a cooperação entre marcas, segundo a revista alemã.
O declínio nas vendas, os custos elevados e o aumento das vendas de automóveis chineses na Europa estão a forçar a fabricante a avançar com mudanças estruturais, sendo que, na sua última apresentação de resultados, a empresa revelou que os lucros do grupo Volkswagen encolheram 61% nos primeiros nove meses do ano.
Há 18 meses, a Volkswagen já tinha anunciado planos para uma profunda reestruturação em todas as suas marcas e fábricas como parte de um esforço para poupar 10 mil milhões de euros, uma medida que foi vista na Alemanha como “um terramoto” numa das empresas mais influentes do país.
Na altura, foram anunciados cortes de 35 mil postos de trabalho de um total de 135 mil funcionários até 2030, que a Volkswagen disse que iria permitir poupar cerca de 1,5 mil milhões de euros por ano.
A marca afirmou que não pode comentar as notícias sobre as suas iniciativas de redução de custos até que os seus resultados anuais sejam anunciados no próximo dia 10 de março.
Em dezembro, a Volkswagen anunciou que a sua fábrica de Dresden deixaria de produzir veículos automóveis naquele que foi o primeiro encerramento de portas que o grupo alemão fez na sua história de 88 anos.
Este é o mais recente exemplo de uma grande marca europeia a fazer uma reestruturação de grande volume. Nos restantes casos, o fim da euforia com os elétricos já custou 65 mil milhões às fabricantes de automóveis.