Marcas automóveis europeias pedem eletricidade mais barata e combustíveis renováveis
A ACEA, cujos membros incluem fabricantes como BMW, Renault, Stellantis, Daimler, Mercedes e Volkswagen, pede medidas face às consequências do conflito no Irão.
A Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis (ACEA) pediu esta terça-feira uma diminuição dos custos com a eletricidade e mais incentivos para combustíveis renováveis, face aos efeitos da guerra no Médio Oriente.
Em comunicado, a associação apelou aos decisores políticos para que "enviem um sinal claro de que a eletricidade deve tornar-se na fonte de energia mais acessível" e que o façam "com medidas concretas".
"Isto exige a redução do custo da eletricidade utilizada para carregar veículos", acrescentou a ACEA, que considerou que manter os preços acessíveis e previsíveis "é a chave para levar cidadãos e negócios a escolher métodos de transporte sem emissões".
Ao mesmo tempo, a ACEA também destacou a "necessidade de incentivar os combustíveis renováveis".
A associação europeia aponta que muitas das medidas a curto prazo para baixar os preços dos combustíveis não discriminam pela sua composição.
"Estas medidas poderiam combinar o alívio junto aos consumidores com poupanças nas emissões de dióxido de carbono: quanto maior for a percentagem de combustíveis renováveis no 'mix', maior deveria ser o alívio na bomba", refere a associação.
Citada no documento, a diretora-geral da ACEA, Sigrid de Vries, defendeu que a estratégia de descarbonização deve passar pela eletrificação e pelos combustíveis de origem renovável.
"É a chave para salvaguardar a resiliência europeia, proteger os consumidores de choques de preço e abastecimento e alcançar uma transição bem-sucedida", disse.
A organização, cujos membros incluem fabricantes como BMW, Renault, Stellantis, Daimler, Mercedes e Volkswagen, registou ainda que a crise dos preços dos combustíveis tem influenciado o mercado automóvel, tendo o mercado de elétricos usado subido em alguns países.