BEI alerta que o investimento público deve ser protegido da consolidação orçamental
O Banco Europeu de Investimento (BEI) avisa que os desafios à competitividade na Europa são cada vez maiores e alerta que o investimento público deve ser "protegido" da consolidação orçamental.
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"Face às alterações climáticas, ao ritmo acelerado da digitalização, da desglobalização e do envelhecimento, os desafios à competitividade da Europa tornam-se ainda mais prementes", escreve o BEI no relatório de investimento 2023/2024, publicado nesta quarta-feira.
No documento, o braço financeiro da União europeia argumenta que face a esses desafios, "a Europa precisa de fazer tudo o que estiver ao seu alcance para aumentar a produtividade, garantir a resiliência e a diversificação das suas cadeias de abastecimento e tornar a sua economia sustentável", objetivos que não poderão ser alcançados "sem manter e promover o investimento produtivo, incluindo um foco nas condições de apoio, para fazer face ao enorme investimento necessário para a transformação verde e digital".
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A entidade liderada por Nadia Calviño argumenta por isso que o investimento público "deve ser protegido da consolidação orçamental e o apoio público às empresas ser dirigido a necessidades da transformação" económica, incluindo a digital e ambiental.
Reconhecendo que o espaço orçamental "será reduzido e que as condições de investimento provavelmente irão piorar", o BEI entende que as medidas de apoio criadas durante a crise pandémica e energética devem ser substituídas por incentivos específicos "que incentivem a transformação estrutural, para evitar um abrandamento do investimento que colocaria em perigo a competitividade da Europa e o ritmo da transição climática".
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O Banco Europeu de Investimento sublinha que a inovação "necessita de apoio contínuo, tal como as empresas jovens e inovadoras" e insiste que a Europa tem de "proteger a sua liderança na inovação verde e recuperar o atraso noutras áreas", identificando a necessidade "acrescida de financiamento público europeu, que é um investidor fundamental no subdesenvolvido mercado de capital de risco da Europa".
Outro problema identificado pelo BEI é a fragmentação dos mercados europeus, algo que "pesa na competitividade das empresas, impedindo-as de aproveitar todo o potencial do mercado único", pelo que os 27 necessitam de "mais progressos na união dos mercados de capitais", o que no longo prazo pode atrair mais investidores privados.
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