Governador Mário Centeno é acionista do Benfica e da Galp
Mário Centeno não tem nenhuma conta de depósito com mais de 100 mil euros num dos grandes bancos supervisionados diretamente pelo Banco Central Europeu (BCE), mas é acionista de sete empresas portuguesas.
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Estes dados, citados pelo Expresso, constam da declaração de interesses assinada a 21 de setembro de 2020, que o novo presidente do Banco de Portugal teve de entregar no BCE. Não revelam qualquer posição em empresas não cotadas em bolsa.
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Sem referir o número de ações ou a quantia investida, este documento mostra que o antigo ministro das Finanças é detentor de ações da SAD do Benfica – houve até buscas no Ministério por ter pedido bilhetes para o camarote do estádio da Luz – e também da Galp, Pharol (antiga PT) NOS, REN, Navigator e Martifer.
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No cargo desde julho de 2020, o sucessor de Carlos Costa, que não tinha declarados investimentos em ações, recusou comentar eventuais condicionamentos ao seu trabalho como supervisor, assim como detalhar a data destes investimentos ou de outros que tivesse em empresas do setor financeiro antes trocar de cargo.
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Fonte oficial do Banco de Portugal disse apenas ao semanário que "todo o procedimento de preenchimento e publicação da referida declaração de interesses foi objeto de prévio acompanhamento e validação por parte dos órgãos do Banco de Portugal e do BCE competentes pelas matérias da ética e da conduta".
A 22 de dezembro, durante uma audição na Comissão de Orçamento e Finanças, no Parlamento, Mário Centeno referiu também que, na sua atuação como governador do Banco de Portugal, "não houve identificação de nenhum conflito de interesse em relação às [suas] funções anteriores".
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