Kristin: BCP avisa que “se as empresas não regressam rapidamente são excluídas” da procura global

O país tem de dar prioridade a garantir a retoma da normalidade das empresas e famílias afetadas pela tempestade, alerta o CEO do banco. Sem esse foco, a economia portuguesa pode sofrer.
O CEO do BCP Miguel Maya apela à urgência no apoio às empresas afetadas pela tempestade.
João Cortesão
Hugo Neutel 12:42

Com Portugal a viver ainda as sequelas da tempestade Kristin que deixou um rasto de destruição – sobretudo na região centro – a prioridade do país tem de ser garantir, o mais rapidamente possível, a retoma da atividade das empresas afetadas.

O aviso foi deixado pelo CEO do BCP na conferência “Observatório do Imobiliário” que decorreu nesta quinta-feira em Lisboa.

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Se não formos rápidos a resolver este problema, a implicação para a economia portuguesa agrava-se. Miguel Maya, CEO do BCP

“A prioridade deve estar centrada nos próximos meses a garantir que as pessoas e as empresas têm condições para retomar uma relativa normalidade até porque se não formos rápidos a resolver este problema, a implicação para a economia portuguesa agrava-se”, afirmou o presidente executivo do maior banco privado português.

Para Miguel Maya, a comparação com a Covid – período no qual a banca também teve um papel fundamental na mitigação de danos de famílias e empresas, nomeadamente com as moratórias – joga contra o momento atual. “Enquanto na pandemia a economia estava globalmente bastante parada e não havia pressões do lado da procura, agora a procura global na atividade económica continua e e se as empresas não regressarem ao mercado rapidamente são excluídas desses circuitos e isso tem impacto na rendibilidade dessas empresas e no rendimento dessas pessoas”, avisou o CEO do Milenium.

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Conclusão: “O sentido de urgência é muito elevado e a sociedade deve estar mobilizada para garantir a retoma no mais curto espaço de tempo possível".

No mesmo painel, Diogo Louro, administrador do BPI, alinhou na ideia de que as ações tomadas durante a pandemia serviram de aprendizagem na agilização de processos. “Há males que vêm por bem e o que aconteceu na pandemia foi uma forma de os bancos se prepararem para uma situação destas. Os bancos estão preparados para operacionalizar as iniciativas que o Governo pôs em marcha”. No caso do BPI, o banco já “operacionalizou as equipas internas”. “Os bancos serão muito rápidos a ajudar”, acredita o gestor.

Também a Caixa Geral de Depósitos (CGD), representada pelo administrador Luís Pereira Coutinho, garante total empenho na recuperação: “Vamos tirar partido da nossa presença forte na região”, assegurou.

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