Lucro do Crédito Agrícola tomba 34% para 289 milhões em 2025

O resultado foi penalizado por uma queda da margem financeira, aliado a um aumento de imparidades e provisões face a 2024. A rentabilidade de capitais próprios (ROE) situou-se em 9,7%.
Sérgio Frade, CEO do Crédito Agrícola, viu o lucro de 2025 cair 34%
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Patrícia Vicente Rua 12:19

O Grupo Crédito Agrícola registou um resultado líquido consolidado de 289 milhões de euros em 2025, uma queda de 34% face aos 438,2 milhões obtidos em 2024, num ano marcado pela descida das taxas de juro e pelo reforço de provisões para risco de crédito. 

Segundo os resultados não auditados divulgados esta quinta-feira, a descida dos lucros é sobretudo explicada pela redução da margem financeira em 16,3% para 655,4 milhões de euros, refletindo a descida das taxas Euribor e a compressão dos spreads no crédito, bem como pelo aumento de  62,8 milhões de euros em imparidades e provisões, face ao ano anterior.

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Apesar da queda do resultado líquido, o banco registou crescimento da atividade comercial. Os depósitos de clientes aumentaram 8,2%, para 23,8 mil milhões de euros, enquanto a carteira de crédito subiu 7,9%, atingindo 13,7 mil milhões de euros, permitindo ao grupo reforçar as quotas de mercado para 8,3% nos depósitos e 6,1% no crédito

"Em 2025, num contexto marcado pela persistente redução das taxas de juro e pela elevada incerteza macroeconómica, decorrente das tensões geopolíticas e do agravamento das tarifas alfandegárias, o Grupo CA reafirmou a solidez do seu modelo de negócio, alcançando 289 milhões de euros de resultado líquido e uma rendibilidade dos capitais próprios de 9,7%", explica Sérgio Raposo Frade, Presidente do Grupo Crédito Agrícola, em comunicado.

O rácio de crédito malparado (NPL) caiu para 3,7% no final de 2025, menos 0,9 pontos percentuais do que no final de 2024, mantendo a tendência de descida observada nos últimos anos.

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Em termos de capital, o banco mantém indicadores acima dos requisitos regulamentares. O rácio CET1 fixou-se em 23%, enquanto o rácio de cobertura de liquidez atingiu 386,6%, refletindo, segundo a instituição, uma posição de capital e liquidez "confortável".

“O Grupo CA consolidou a sua posição de mercado, reforçando as quotas de mercado no crédito e nos depósitos para 6,1% e 8,3%, respetivamente", disse Sérgio Raposo Frade, citado no comunicado. 

Já em janeiro de 2026, o Crédito Agrícola realizou uma emissão de dívida sénior preferencial social de 500 milhões de euros, com maturidade de cinco anos, que registou uma procura superior a seis vezes o montante colocado junto de investidores institucionais.

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