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Alemanha quer regras mais duras para as provisões do malparado na banca

A banca vai ter de aumentar as provisões para a totalidade do crédito malparado. Mas os bancos só deverão ter de cumprir as novas regras em 2021, algo que está a ser criticado por países como a Alemanha. Portugal está entre os mais afectados pelas novas metas.

REUTERS
12 de Abril de 2018 às 11:36

Os bancos europeus terão de aumentar as provisões para fazer face ao novo crédito malparado. O objectivo do Banco Central Europeu (BCE) é implementar medidas para fazer face a cerca de um bilião de euros de malparado que ainda está no balanço dos bancos europeus. Inicialmente previa-se que a autoridade europeia concedesse dois anos para que as instituições cumprissem as novas regras, mas a entidade liderada por Mario Draghi acabou por definir 2021 como meta. Uma data que ainda não está fechada.

Este cenário está a criar discussão no seio do conselho de supervisão do BCE, com um grupo de países do norte da Europa, entre eles a Alemanha, a exigir que seja imposto um período mais curto para a implementação das novas regras, avança a Bloomberg que cita fontes próximas da discussão que não quiseram ser identificas.

As mesmas fontes realçaram que é preciso definir metas mais precisas. E ainda que admitam que o BCE possa agir individualmente, actuando caso a caso, estes responsáveis defendem que é preciso regras iguais para todos.

Este grupo de países quer que sejam aplicadas regras idênticas ao que foi definido para o crédito malparado que estava nas carteiras dos bancos. Mas a discussão sobre o seu impacto no sistema financeiro está a gerar controvérsia e foi esta a razão que levou o BCE a decidir relaxar as metas.

Portugal está entre os países mais afectados por estas exigências, uma vez que tem cerca de 30 mil milhões de euros em malparado, o que corresponde a um valor entre 15 a 20% do total de crédito. Mas não será o país com mais dores de cabeça. A Grécia tem actualmente o rácio de malparado mais elevado: 46,7%. E Itália tem um rácio de 12,3%, o que corresponde a um montante total de 221 mil milhões de euros, o mais elevado na Europa, realça a Bloomberg.

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