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Álvaro reduz taxa da banca para o Fundo de Resolução. Meta: 60 milhões

Supervisor já tinha informado que pretendia reduzir a taxa para 0,047% em 2026. E repete a taxa de contribuição para o Fundo de Garantia de Depósitos.

Álvaro Santos Pereira toma posse como governador do Banco de Portugal
Álvaro Santos Pereira toma posse como governador do Banco de Portugal Mariline Alves
15 de Dezembro de 2025 às 12:53

O Banco de Portugal (BdP) vai mesmo reduzir, em 2026, a taxa das contribuições periódicas adicionais dos bancos para o Fundo de Resolução (FdR) e manter a do  Fundo de Garantia de Depósitos (FGD).

Após consultar o setor através da Associação Portuguesa de Bancos (APB), o supervisor, que em outubro publicou a intenção, confirmou que avança com a taxa de 0,047% aplicável ao esforço da banca para o fundo cujo objetivo é suportar eventuais resoluções bancárias. O valor representa uma descida face aos 0,049% de 2024.

No total, a contribuição dos bancos para o FdR deverá manter-se nos 250 milhões de euros: aproximadamente 192 milhões da contribuição do setor bancário e cerca de 60 milhões na taxa adicional.

Em outubro, o BdP tinha estimado que a taxa base de 0,047% “corresponderá a um valor total de contribuições periódicas adicionais de 57,8 a 60,1 milhões de euros, para o conjunto das instituições participantes no Fundo”.

“A fixação da taxa base tem em especial consideração o objetivo de estabilização do esforço contributivo global do setor bancário para o FdR em valores próximos de 250 milhões de euros e o pressuposto de que o produto da contribuição sobre o setor bancário em 2026 corresponderá a 192 milhões de euros, sendo equivalente ao valor arrecadado no ano de 2025”, lê-se relatório de consulta do BdP que acompanha a publicação da instrução.

Já a taxa das contribuições para o FGD vai manter-se em 0,0009%.

“O nível de capitalização do FGD (0,955%) está, com referência a 30 de junho de 2025, acima do nível de capitalização legalmente exigido (0,80%), pelo que o aumento do esforço contributivo não se revela estritamente necessário no momento presente”, justifica a entidade liderada por Álvaro Santos Pereira.

A taxa corresponderá a um valor total de contribuições periódicas adicionais de 57,8 a 60,1 milhões de euros. Banco de Portugal
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