Banca & Finanças Apollo quer pôr gestora de imóveis do ex-Banif à venda por 600 milhões

Apollo quer pôr gestora de imóveis do ex-Banif à venda por 600 milhões

A Apollo vai colocar os 85% que tem na Altamira à venda, segundo escreve o espanhol Expansión. A empresa, de que o Santander é accionista e cliente, espera receber até 600 milhões.
Apollo quer pôr gestora de imóveis do ex-Banif à venda por 600 milhões
Bruno Simão/Negócios
Negócios 08 de outubro de 2018 às 10:56

A Apollo pretende alienar a Altamira, a empresa que gere os imóveis do antigo Banif, segundo noticia o jornal espanhol Expansión.

 

A publicação adianta que o jornal distribuiu o documento perante os principais potenciais interessados, onde é assinalado que espera vender a sociedade – que detém por 85% - por um valor entre 500 e 600 milhões de euros.

 

O mesmo jornal refere que a importância é inferior aos mil milhões de euros de avaliação da Altamira há um ano. 

 

A operação de venda da entidade, de que o Santander detém 15% do capital, deverá ser liderada pelo Goldman Sachs, sendo que o objectivo é que fique fechada no primeiro trimestre do próximo ano.

 

A Altamira é uma gestora de activos imobiliários de créditos malparados, pelo que foi no seio dessa actividade que, em Abril de 2017, acordou ficar com a responsabilidade de gestão e venda de activos de 1,5 mil milhões de euros da Oitante, o veículo que ficou com a herança do antigo Banif que o Santander Totta não quis adquirir aquando da resolução.

 

São 700 os funcionários desta entidade que gere activos de 50 mil milhões de euros, entre os quais do Santander e do Sareb (o banco "mau" que ficou com activos de bancos intervencionados em Espanha).


O fundo americano Apollo – que em Portugal é dono da Seguradoras Unidas (Tranquilidade e Açoreana) – recusou-se a comentar o tema ao Expansión, mas rejeitou que esteja em causa um desinvestimento em Espanha. Isto porque no mês passado vendeu ao Bankinter o espanhol Evo Bank e a filial irlandesa de crédito ao consumo Avantcard.

Em Portugal, tem havido também notícias que dão conta do interesse do fundo de "private equity" em alienar as companhias seguradoras. 

A actividade de fundos de "private equity" é investir no capital de empresas e reestruturá-las para possibilitar a sua venda. 

 

 




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