Banco CTT emite dívida de 60 milhões
Divida sénior preferencial emitida pela instituição financeira foi colocada junto de mais de duas dezenas de investidores institucionais.
O Banco CTT emitiu 60 milhões de euros em dívida sénior preferencial, informou a instituição em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).
A emissão tem um prazo de três anos e meio, com opção de reembolso antecipado ao fim de dois anos e meio.
“As obrigações pagarão um cupão anual fixo de 4,25% até à data de exercício da opção de reembolso antecipado e, caso não sejam reembolsadas nessa data, passarão a vencer juros numa base trimestral a uma taxa variável igual à Euribor a três meses acrescida de uma margem de 160 pontos base”, acrescenta o banco.
A liquidação está prevista para o dia 30 de abril de 2026.
A operação foi “integralmente colocada junto de mais de 20 investidores institucionais, com um livro de ordens 1,4 vezes o montante oferecido”, com os investidores internacionais a representarem “mais de 40% da procura total, provenientes de 4 jurisdições europeias”.
A alocação foi distribuída gestores de ativos (53%), seguradoras (31%) e bancos (16%).
O Banco Bilbao Vizcaya Argentaria, S.A. (BBVA) atuou como Sole Lead Manager, e a Vieira de Almeida & Associados atuou como Assessora Jurídica.
Esta emissão de dívida, segue-se a outra, de 45 milhões de euros, feita em novembro passado.
Muitas injeções depois, Correios querem vender
O banco criado em 2015 nunca conseguiu intrometer-se entre os maiores do sistema e os Correios não escondem a intenção de sair do negócio, concentrando-se no “core” da operação: a entrega de encomendas e o correio expresso.
“Estamos a considerar todas as possibilidades, até mesmo vender o banco todo”, disse o CEO dos CTT – que está de saída. A vontade do grupo postal tem sido clara.