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Wall Street atinge novos máximos. Empresas de canábis celebram flexibilização de restrições

Os principais índices dos EUA encerraram com valorizações em toda a linha, com o Nasdaq e o S&P 500 a fixarem novos recordes de fecho e intradiários. Contas trimestrais e o prolongar das tréguas entre Irão e EUA alimentaram o apetite pelo risco, apesar de uma nova subida do crude. Agora, investidores viram-se para resultados da Tesla.

Wall Street fecha em alta.
Wall Street fecha em alta. Seth Wenig / AP
21:17

Os principais índices dos Estados Unidos (EUA) encerraram com uma maioria de ganhos e próximos de máximos históricos, impulsionados por resultados sólidos de algumas cotadas, à medida que prossegue a “earnings season”, enquanto o prolongar do cessar-fogo entre Washington e Teerão também deu algum alento aos investidores, apesar da subida do crude.

Neste contexto, o S&P 500 atingiu novos máximos históricos nos 7.138,64 pontos e ganhou 1,05%, tendo fixado também um novo recorde de fecho nos 7.137,90 pontos. Também o Nasdaq Composite tocou um novo recorde nos 24.660,11 e subiu 1,64%, no fecho para os 24.657,57 pontos, um máximo de fecho. Já o Dow Jones, por sua vez, valorizou 0,69% para os 49.490,03 pontos, mantendo-se ainda a cerca de mil pontos do seu último recorde atingido em fevereiro.

“As ações estão a recuperar após sofrerem as primeiras perdas consecutivas do mês, com a prorrogação do cessar-fogo pelo Presidente Trump e os relatórios de lucros otimistas a impulsionarem a alta contínua do mercado acionista”, disse à Bloomberg Jose Torres, da Interactive Brokers.

Depois de Trump ter afirmado que a trégua se manteria – por três a cinco dias, segundo informação avançada pela Fox News -, a grande dúvida é se as duas partes conseguirão chegar a um acordo. As tensões continuam elevadas, com Teerão a manter um forte controlo sobre o estreito de Ormuz, enquanto os EUA se recusam a levantar o bloqueio sobre embarcações ligadas ao Irão.

A situação é, portanto, “calma e caótica” ao mesmo tempo, resumiu à agência de notícias financeiras Kenny Polcari, da SlateStone Wealth. “Embora o conflito com o Irão esteja em curso, a minha impressão é que os investidores já estão a começar a ignorá-lo e a concentrar-se no que realmente importa”, afirmou. “Já vimos este filme antes — as notícias chegam, o mercado reage, a volatilidade dispara e, depois, tudo se acalma e volta a centrar-se nos fundamentais”, acrescentou o mesmo especialista.

E quanto à época de apresentação de resultados trimestrais, cerca de 81% das empresas do S&P 500 que já divulgaram contas do primeiro trimestre superaram, até agora, as estimativas de lucros dos analistas, de acordo com dados compilados pela Bloomberg. Os investidores aguardam agora pela divulgação dos resultados da Tesla, que revela contas após o fecho. Na sessão desta quarta-feira, a empresa fundada por Elon Musk avançou 0,28%.

Entre os movimentos do mercado, a Boeing disparou mais de 5% graças às – que atingiram um máximo – e à redução do prejuízo. Já a Philip Morris International ganhou quase 7%, depois de a gigante do tabaco ter divulgado resultados do primeiro trimestre acima do esperado.

As cotadas do setor da canábis foram impulsionadas depois de se saber que Trump deverá assinar ainda hoje uma ordem executiva para flexibilizar as restrições sobre empresas e consumidores. Nesta medida, cotadas como a Curaleaf (+25,90%), Green Thumb Industries (+11,44%) e Trulieve (+16,88%) registaram fortes ganhos.

Entre as “big tech”, a Apple pulou 2,63%, a Nvidia ganhou 1,31%, a Alphabet avançou 2,20%, a Amazon somou 2,18%, a Microsoft valorizou 2,07% e a Meta subiu 0,88%.

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