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Banco de Inglaterra pede planos de contingência ao sector financeiro devido ao Brexit

A instituição liderada por Mark Carney pede planos "apropriados" que antecipem todos os cenários do Brexit e quer uma resposta dos bancos até ao próximo dia 14 de Julho.

Bloomberg
Rita Faria afaria@negocios.pt 07 de Abril de 2017 às 13:09
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O Banco de Inglaterra quer que a indústria financeira prepare planos de contingência que antecipem todos os cenários relacionados com o Brexit, e que apresente as conclusões até ao próximo dia 14 de Julho.

 

Numa carta dirigida aos bancos, citada pela Bloomberg, o vice-governador da autoridade liderada por Mark Carney diz que todas as instituições com actividades transfronteiriças entre o Reino Unido e o resto da União Europeia devem levar a cabo "planos de contingência apropriados".

 

Sam Woods reconhece que o nível de preparação é "desigual" e que pode não ser suficientemente testado nos piores cenários, como o chamado "hard" Brexit ou a ausência de um acordo entre o Governo de Theresa May e as autoridades europeias até ao final do calendário previsto.

 

Num discurso proferido em Londres, o governador do Banco de Inglaterra alertou esta sexta-feira, 7 de Abril, que o período de transição vai colocar riscos à estabilidade financeira. Além disso, se o Brexit conduzir a uma diminuição da cooperação ao nível da regulação, isso terá um impacto muito negativo na economia e no emprego, antecipou Carney.

 

Descrevendo a melhoria da coordenação internacional como o "caminho certo", o governador sublinhou que essa realidade significaria "mais empregos, um crescimento mais sustentável e uma melhor gestão de riscos no G20".

 

"Mas há outro caminho – o caminho errado – onde a confiança e a cooperação diminuem, a fragmentação aumenta, os fluxos de capital são interrompidos e o comércio e a inovação são reduzidos", elencou, segundo a Bloomberg. 

 

Esta foi a primeira vez que Mark Carney discursou após a invocação formal do artigo 50 do Tratado de Lisboa pela primeira-ministra Theresa May, no passado dia 29 de Março, que deu início ao processo de separação do país da União Europeia.

 

Mark Carney tem sido muito criticado por conservadores favoráveis ao Brexit devido aos seus alertas sobre os riscos de o Reino Unido abandonar a União Europeia, antes e depois do referendo de 23 de Junho.  

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