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Banco italiano Monte dei Paschi rescinde com CEO

A notícia da saída de Fabrizio Viola é conhecida um mês depois de o banco apresentar um plano de recapitalização e semanas após o nome do ainda CEO ter sido dado como estando sob investigação judicial.

Reuters
Paulo Zacarias Gomes paulozgomes@negocios.pt 08 de Setembro de 2016 às 18:15
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O conselho de administração do banco italiano Monte dei Paschi di Siena e o seu CEO, Fabrizio Viola, chegaram a acordo para a saída de Viola do cargo. 

De acordo com um comunicado colocado no site da instituição financeira, Fabrizio Viola manifestou vontade de chegar a um acordo para a resolução do contrato. Para trás, elogia o banco, deixa a instituição com um plano de reestruturação, num momento de "extrema dificuldade" para a instituição.

O nome de Fabrizio Viola, tal como o de Alessandro Profumo (ex-chairman do banco) - à esquerda e à direita na foto - foram citados em meados de Agosto pela imprensa italiana como estando a ser investigados pela justiça pela alegada prática de actos de falsificação de contas e manipulação de mercado. 

Em causa, a alegada incorrecta contabilização das trocas de dois produtos derivados (Alexandria e Santorini) feitas entre 2011 e 2014. O Monte dei Paschi rejeitou responsabilidades e garantiu que agiu "com toda a propriedade", remetendo responsabilidades para a "antiga administração do banco" e para os "ex-gestores."

O caso viria a ser alvo de um pedido de cancelamento no início deste mês de Setembro, noticiou então a Bloomberg. A justificação dos procuradores em Milão foi que a informação que tinha sustentado esta investigação já tinha sido analisada num processo paralelo, que conduziu ao pedido de indiciamento de ex-gestores do banco italiano, do Deutsche Bank e do Nomura. 

Viola deixa o banco depois de, no final de Julho e a horas dos resultados dos testes de stress à banca europeia, o Monte dei Paschi ter apresentado um plano de recapitalização no valor de cinco mil milhões de euros e a venda de 10 mil milhões em activos problemáticos (malparado).

O acordo para a saída do cargo ficará sujeito à aprovação "dos órgãos competentes", e Viola manter-se-á em funções até à nomeação de seu sucessor e garantir o seu apoio durante o tempo necessário. O processo de substituição do CEO já se iniciou e deverá ser concluído "muito rapidamente."
 
"O conselho de administração agradeceu por unanimidade a Fabrizio Viola pela alta qualidade do trabalho realizado no interesse de Monte dei Paschi di Siena", refere o comunicado, que salienta a "experiência, dedicação total e transparência" com que se dedicou ao banco nos últimos quatro anos.

Os papéis do Monte dei Paschi di Siena encerraram a sessão desta quinta-feira a valorizar 3,65% para 0,244 euros na bolsa de Milão.
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